O novo clube nuclear: IA, soberania digital e o atraso do Brasil
A Inteligência Artificial virou peça central da geopolítica.
Quem controla algoritmos, dita regras.
E o Brasil?
Tal como o domínio do urânio definiu poderes no século XX,
hoje são os modelos de IA que determinam quem tem soberania digital, econômica e política.
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Países sem modelos próprios de IA tornam-se usuários passivos.
Seus dados, decisões e instituições passam a ser governados por sistemas estrangeiros.
IA sem controle nacional já atua no sistema de justiça.
Algoritmos opacos influenciam decisões, comprometendo sigilos, transparência e equidade.
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Mesmo quando usados em solo nacional, sistemas estrangeiros extraem dados e operam fora da jurisdição brasileira.
Isso mina o poder do Estado.
Enquanto China, Europa e Índia investem em soberania digital,
o Brasil ainda importa soluções, expõe dados e perde autonomia estratégica.
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Advogados e tribunais que usam IA sem auditoria local arriscam a confidencialidade jurídica e a própria legitimidade do processo judicial.
Soberania digital não é luxo.
É condição para a democracia.
O Brasil precisa investir, regular e desenvolver suas próprias soluções agora.
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