{"id":12548,"date":"2019-03-07T20:52:00","date_gmt":"2019-03-07T20:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/advbox.com.br\/blog\/?post_type=modelos&#038;p=12548"},"modified":"2025-12-30T11:29:01","modified_gmt":"2025-12-30T14:29:01","slug":"resposta-a-acusacao-rito-do-juri","status":"publish","type":"modelos","link":"https:\/\/advbox.com.br\/blog\/modelos\/resposta-a-acusacao-rito-do-juri\/","title":{"rendered":"Modelo de resposta \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o &#8211; rito do j\u00fari"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Quer descobrir como automatizar o preenchimento de todos os seus modelos de peti\u00e7\u00e3o e otimizar o tempo de toda sua equipe? <a href=\"https:\/\/advbox.com.br\/blog\/como-automatizar-seus-modelos-de-peticoes\/\" alt=\"Automatize o preenchimento das suas Peti\u00e7\u00f5es e otimize Tempo\" target=\"_blank\">Clique aqui<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>MODELO DE RESPOSTA \u00c0 ACUSA\u00c7\u00c3O &#8211; RITO DO J\u00daRI<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p><span><strong>EXCELENT\u00cdSSIMO SENHOR <\/strong><\/span><span><strong>DOUTOR <\/strong><\/span><span><strong>JU\u00cdZ DE DIREITO DA VARA DO TRIBUNAL DO J\u00daRI DA CIRCUNSCRI\u00c7\u00c3O JUDICI\u00c1RIA DE <\/strong><\/span><span><strong>CIDADE-UF<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Processo n\u00ba <\/span><span>00000000000000000000<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>NOME DO CLIENTE<\/strong><\/span><span>, brasileiro, solteiro, micro empreendedor, portador da Carteira de Identidade n\u00ba <\/span><span>00000000<\/span><span>\/<\/span><span>UF<\/span><span>, inscrito no CPF sob o n\u00ba<\/span><span> 000000000<\/span><span>, residente e domiciliado <\/span><span>no ENDERE\u00c7O TAL<\/span><span>, Conjunto \u201c<\/span><span>00<\/span><span>\u201d, Casa <\/span><span>00<\/span><span>, CEP n\u00ba <\/span><span>00<\/span><span>, <\/span><span>CIDADE-UF<\/span><span>, vem, por meio de seus advogados, Dr\u00ba <\/span><span>NOME COMPLETO<\/span><span>, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na OAB\/<\/span><span>UF<\/span><span> sob o n\u00ba <\/span><span>000000<\/span><span>, e Dr\u00ba <\/span><span>NOME COMPLETO<\/span><span>, brasileiro, solteiro, advogado inscrito na OAB-<\/span><span>UF<\/span><span> <\/span><span>00000000<\/span><span>, endere\u00e7o profissional <\/span><span>ENDERE\u00c7O COMPLETO, <\/span><span>v\u00eam, muito respeitosamente \u00e0 presen\u00e7a de Vossa Excel\u00eancia com fundamento no artigo 406 do C\u00f3digo de Processo Penal apresentar a sua<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>RESPOSTA \u00c0 ACUSA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>pelos fatos e fundamentos de direito a seguir aduzidos:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>DOS FATOS<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Narra <\/span><span>a <\/span><span>den\u00fancia que o suposto r\u00e9u foi preso no dia <\/span><span>TAL<\/span><span>, por volta de <\/span><span>HORA TAL<\/span><span>, <\/span><span>no endere\u00e7o TAL<\/span><span>,<\/span><span> <\/span><span>C<\/span><span>IDADE<\/span><span>\/<\/span><span>UF<\/span><span>, tendo como v\u00edtima<\/span><span> NOME TAL<\/span><span> na, sob a acusa\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica, HIPOTETICAMENTE, dos crimes previstos art. 121, \u00a7 2\u00ba, Inc. IV c\/c art. 14, caput, Inc. II do C\u00f3digo Penal.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>A exordial<\/span><span> <\/span><span>diz que<\/span><span>, no dia <\/span><span>TAL<\/span><span>, por volta das <\/span><span>TANTAS HORAS<\/span><span>, de forma livre e consciente<\/span><span>, <\/span><span>Fulano de TAL<\/span><span> teria sido um dos autores da pratica de tentativa de homic\u00eddio, <\/span><span>causando-lhe les\u00f5es na v\u00edtima, por meio de golpes de facas<\/span><span>. Logo em seguida, acionado a Policia Militar por uma suposta ocorr\u00eancia de vias de fatos, e estes ao chegarem ao local avistaram a v\u00edtima, <\/span><span>TAL<\/span><span> e a testemunha <\/span><span>TAL<\/span><span>, por\u00e9m testemunhas apontaram como autor do suposto delito <\/span><span>Fulano TAL.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Em seguida, na Delegacia a testemunha <\/span><span>Beltrano de TAL<\/span><span>, teria dito presenciado <\/span><span>Cicrano de TAL<\/span><span> convidando a v\u00edtima para fazer uso de drogas e nesse contexto os dois suspeitos e mais alguns comparsas teriam efetuado golpes de facas contra a v\u00edtima. O suposto acusado <\/span><span>Fulano de TAL <\/span><span>negou todos os fatos em seu depoimento na delegacia.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Assim sendo, a v\u00edtima de acordo com os policiais teria sido previamente ouvida no hospital regional de Ceil\u00e2ndia e teria apontado como autores do suposto delito <\/span><span>Fulano de Tal e Beltrano de TAL<\/span><span>, cumpre ressaltar que <\/span><span>Cicrano de TAL<\/span><span> at\u00e9 o presente momento n\u00e3o teria prestado nenhum depoimento formal sobre os acontecimentos. Em seguida, foi decretado em desfavor de <\/span><span>Fulano de TAL<\/span><span> a pris\u00e3o preventiva e que at\u00e9 o presente momento se encontra preso.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Cumpre esclarecer<\/span><span> que, <\/span><span>Beltrano de TAL e Cicrano de TAL<\/span><span>, os demais envolvidos declararam em fase policial que: <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cFulano de TAL n\u00e3o teria participado em hip\u00f3teses alguma do delito imputado a ele\u201d, e que seria os demais participantes, quais sejam, Beltrano de TAL e Cicrano de TAL. que teriam praticados os delitos imputados a Fulano de TAL.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>DO M\u00c9RITO<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>DA ATIPICIDADE DA CONDUTA<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>De acordo com os depoimentos de Jean e M\u00e1rcio em sede policial, ambos peremptoriamente alegaram que o suposto R\u00e9u Fulano de TAL n\u00e3o teria participado da empreitada criminosa, e perguntado aos supostos r\u00e9us Beltrano de TAL, Cicrano de TAL qual seria o motivo de Fulano de TAL estar preso, em depoimentos eles disseram que ou por parecer com Jean que \u00e9 primo do r\u00e9u ou porque este estava na casa de Cicrano de TAL e foi ao local do crime por estar curioso, e, logo em seguida a pol\u00edcia chegou e encontrou no local do suposto delito. Por\u00e9m, as roupas de Fulano de TAL n\u00e3o constava nenhuma \u201cgota de sangue\u201d e n\u00e3o foi periciada at\u00e9 o presente momento, e ainda se encontra na casa de sua m\u00e3e intacta.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Cumpre ressaltar, que a suposta v\u00edtima teria reconhecido Fulano de TAL e Beltrano de TAL como autores do delito tentado, malgrado o depoimento da v\u00edtima que estaria no hospital e teria dito que foram ambos citados. At\u00e9 o presente momento a v\u00edtima n\u00e3o compareceu na delegacia para esclarecer os fatos ou reconhecer os supostos autores do delito.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Reza a melhor doutrina, que no conceito Anal\u00edtico do crime, este seria: Fato T\u00edpico, il\u00edcito e culp\u00e1vel para teoria tripartida e para <\/span><span>as bipartidas<\/span><span> a culpabilidade seria um pressuposto de aplica\u00e7\u00e3o da pena. <\/span><span>Nessa esteira<\/span><span>, o fato t\u00edpico estaria dividido em: Conduta, Resultado, Nexo Causal e Tipicidade.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>De forma bem simpl\u00f3ria e n\u00e3o querendo esgotar o tema entende a doutrina que a Conduta \u00e9 toda a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, consciente ou volunt\u00e1ria, dolosa ou culposa dirigida a uma finalidade, mencionar ao comportamento do homem, O resultado \u00e9 a modifica\u00e7\u00e3o do mundo exterior provocado pela conduta, resultado no direito penal \u00e9 a consequ\u00eancia provocada pela a conduta, s\u00f3 que nem todo crime produz resultado, Nexo causal \u00e9 o elo entre a conduta e o resultado e ponte que liga a conduta ao resultado e a Tipicidade \u00e9 o enquadramento o amoldamento da conduta praticada pelo agente ao tipo penal.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Em resumo, todo crime \u00e9 dotado de tipicidade. A tipicidade deve ser entendida em seu aspecto formal e material. Tipicidade formal \u00e9 a subsun\u00e7\u00e3o do fato ao tipo penal, ou seja, o enquadramento da conduta praticada \u00e0 descri\u00e7\u00e3o legal do crime j\u00e1 a tipicidade material: trata-se da les\u00e3o significativa e socialmente reprov\u00e1vel a bem jur\u00eddico penal.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Ora, Excel\u00eancia, com todo apre\u00e7o ao ilustre membro do MP, o fato do suposto r\u00e9u ter ido ao local do crime e l\u00e1 tendo sido \u201cpego\u201d pelos policiais, n\u00e3o significa que este tenha cometido o suposto delito. Sendo assim, a conduta deste n\u00e3o estaria insculpida no delito do art. 121 do C\u00f3digo Penal (\u201cmatar algu\u00e9m\u201d), e na <\/span><span>conceitua\u00e7\u00e3o anal\u00edtica do crime, n\u00e3o havendo fato t\u00edpico, n\u00e3o haveria delito e consequentemente n\u00e3o havendo delito, haveria ATIPICIDADE DA CONDUTA.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Veja, Excel\u00eancia, no elemento subjetivo do delito, ou seja, dolo ou culpa. No crime doloso, a finalidade da conduta \u00e9 o \u00e2nimo de concretizar um ato il\u00edcito, ou seja, Temos dolo quando o agente quer o resultado ou, no m\u00ednimo, assume o risco de produzi-lo (CP, 18, I); culpa, todavia, ocorre que o agente n\u00e3o quer o resultado e nem assume o risco de produzi-lo (CP, art. 18, II). Ora, a conduta de o agente ter ido ao local do crime por \u201ccuriosidade\u201d, frisa-se pelo<\/span><span>s<\/span><span> depoimentos dos demais envolvidos, o suposto acusado se eximiria do elemento subjetivo do tipo, a l\u00f3gica seria n\u00e3o havendo este elemento n\u00e3o haveria crime, n\u00e3o havendo crime, o fato seria at\u00edpico e n\u00e3o geraria quaisquer puni\u00e7\u00f5es perante ao Estado.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Nos ensina Claus Roxin em sua teoria da imputa\u00e7\u00e3o objetiva que; imputar seria \u00e9 atribuir algo a algu\u00e9m uma conduta relevante suficiente que possa violar a norma jur\u00eddica subjacente o tipo, isso permitir\u00e1 que nem todas as condutas que formalmente se amoldem a previs\u00e3o abstrata.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>E nesse sentido, para que seja imputado a algu\u00e9m um delito, deveria ser levado em considera\u00e7\u00e3o Risco Permitidos de forma rasteira, seria dizer que \u00e9 um risco aprovado, j\u00e1 que vivemos numa \u201csociedade de riscos\u201d, trata-se de riscos permitidos pela ordem jur\u00eddica.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>De acordo com o apurado, a conduta de o agente ter ficado supostamente curioso e ido ao local do crime, n\u00e3o seria um risco proibido \u00e9 aquele em que a sociedade n\u00e3o aceita n\u00e3o tolera, de forma a n\u00e3o aceitar a pr\u00e1tica de determinadas condutas. Com propriedade, o r\u00e9u <\/span><span>Fulano de TAL<\/span><span> praticou um <\/span><span>risco permitido, n\u00e3o havendo nexo de causalidade entre a conduta e o resultado, n\u00e3o havendo um dos elementos do fato t\u00edpico, n\u00e3o h\u00e1 falar em crime, e a conduta <\/span><span>seria at\u00edpica<\/span><span>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>DA NEGATIVA DE AUTORIA<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>A doutrina nos ensina que: Autor, dessa forma, em Direito penal, \u00e9 quem (1) realiza o verbo n\u00facleo do tipo; (2) quem tem o dom\u00ednio organizacional da a\u00e7\u00e3o t\u00edpica (quem organiza, quem planeja etc.); (3) quem participa funcionalmente da execu\u00e7\u00e3o do crime mesmo sem realizar o verbo n\u00facleo do tipo (por exemplo: quem segura a v\u00edtima para que o executor venha a mat\u00e1-la, ou, ainda, (4) quem tem o dom\u00ednio da vontade de outras pessoas (isso \u00e9 o que ocorre na autoria mediata). O conceito de autor, agora, depois da teoria do dom\u00ednio do fato, resultou bastante ampliado. Por\u00e9m, mesmo na teoria do dom\u00ednio do fato que \u00e9 mais ampliativa o r\u00e9u <\/span><span>Fulano de TAL, <\/span><span>N\u00c3O <\/span><span>teria de forma alguma qualquer enquadramento<\/span><span>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Elucida-se que, o r\u00e9u Fulano de TAL em seu depoimento na delegacia, negou de forma contundente a participa\u00e7\u00e3o no delito imputado. Ainda mais, Excel\u00eancia, os reais e supostos envolvidos na empreitada delituosa. Afirmaram categoricamente, que o r\u00e9u Fulano de TAL n\u00e3o participou em momento algum do fato delituoso, e al\u00e9m, a v\u00edtima n\u00e3o foi encontrada para prestar depoimento formal na delegacia, s\u00f3 teria dito ao caminho do hospital que teria sido os autores Fulano de TAL e Beltrano de TAL, eis conforme dito em seu depoimento, Beltrano de TAL j\u00e1 conhecia a v\u00edtima antes, e em raz\u00e3o disso, teria apontado estes com autores dos delitos.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>No caso examinado, imposs\u00edvel \u00e9, uma vez aferida, com imparcialidade, sobriedade e modera\u00e7\u00e3o, a prova abrigada pela demanda, n\u00e3o se pode atribuir ao r\u00e9u, a a\u00e7\u00e3o pretensamente delituosa, sob pena de perpetrar-se gritante injusti\u00e7a.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Outrossim, no brocardo \u201cin dubio pro r\u00e9u\u201d, que para referendar-se uma condena\u00e7\u00e3o <\/span><span>na esfera penal<\/span><span>, mister que a autoria e a culpabilidade resultem incontroversas, contr\u00e1rio senso, a absolvi\u00e7\u00e3o se imp\u00f5e por crit\u00e9rio de justi\u00e7a, visto que, o \u00f4nus da acusa\u00e7\u00e3o recai sobre o art\u00edfice da pe\u00e7a acusat\u00f3ria.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Nesse importe, imperando d\u00favida, o princ\u00edpio constitucional in dubio pro reo imp\u00f5e a absolvi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Esse princ\u00edpio reflete nada mais do que o princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia, tamb\u00e9m com previs\u00e3o constitucional. Ali\u00e1s, \u00e9 um dos pilares do Direito Penal, e est\u00e1 intimamente ligado ao princ\u00edpio da legalidade.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Nesse aspecto, como color\u00e1rio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia, o princ\u00edpio do in dubio pro reo pressup\u00f5e a atribui\u00e7\u00e3o de carga probat\u00f3ria ao acusador e fortalecer a regra fundamental do processo penal brasileiro, ou seja, a de n\u00e3o condenar o r\u00e9u sem que sua culpa tenha sido suficientemente demonstrada.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Acerca do preceito em quest\u00e3o, leciona Aury Lopes Jr.:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cA complexidade do conceito de presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia faz com que dito princ\u00edpio atue em diferentes dimens\u00f5es no processo penal. Contudo, a ess\u00eancia da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia pode ser sintetizada na seguinte express\u00e3o: dever de tratamento. Esse dever de tratamento atua em duas dimens\u00f5es, interna e externa ao processo. Dentro do processo, a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia implica um dever de tratamento por parte do juiz e do acusador, que dever\u00e3o efetivamente tratar o r\u00e9u como inocente, n\u00e3o (ab)usando das medidas cautelares e, principalmente, n\u00e3o olvidando que a partir dela, se atribui a carga da prova integralmente ao acusador (em decorr\u00eancia do dever de tratar o r\u00e9u como inocente, logo, a presun\u00e7\u00e3o deve ser derrubada pelo acusador). Na dimens\u00e3o externa ao processo, a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia imp\u00f5e limites \u00e0 publicidade abusiva e \u00e0 estigmatiza\u00e7\u00e3o do acusado (diante do dever de trat\u00e1-lo como inocente).\u201d (In, Direito processual penal e sua conformidade constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007, v. I, p. 518)\u201d.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>No mesmo sentido elucida Fernando da Costa Tourinho Filho:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cUma condena\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa s\u00e9ria; deixa vest\u00edgios indel\u00e9veis na pessoa do condenado, que os carregar\u00e1 pelo resto da vida como um an\u00e1tema. Conscientizados os Ju\u00edzes desse fato, n\u00e3o podem eles, ainda que, intimamente, considerem o r\u00e9u culpado, conden\u00e1-lo, sem a presen\u00e7a de uma prova s\u00e9ria, seja a respeito da autoria, seja sobre a materialidade delitiva.\u201d (<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>In C\u00f3digo<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> de Processo Penal Comentado, 11 <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>ed., Saraiva<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>: S\u00e3o Paulo, vol. I, p. 526).<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>N\u00e3o discrepa deste entendimento Norberto Avena, o qual professa que:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cTamb\u00e9m chamado de princ\u00edpio do estado de inoc\u00eancia e de princ\u00edpio da n\u00e3o culpabilidade, trata-se de um desdobramento do princ\u00edpio do devido processo legal, consagrando-se como um dos mais importantes alicerces do Estado de Direito. Visando, primordialmente, \u00e0 tutela da liberdade pessoal, decorre da regra inscrita no art. 5\u00ba, LVII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, preconizando que ningu\u00e9m ser\u00e1 considerado culpado at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria. Conforme refere Capez, o princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia deve ser considerado em tr\u00eas momentos distintos: na instru\u00e7\u00e3o processual, como presun\u00e7\u00e3o legal relativa da n\u00e3o culpabilidade, invertendo-se o \u00f4nus da prova; na avalia\u00e7\u00e3o da prova, impondo-se seja valorada em favor do acusado quando houver d\u00favidas sobre a exist\u00eancia de responsabilidade pelo fato imputado; e, no curso do processo penal, como par\u00e2metro de tratamento acusado, em especial no que concerne \u00e0 an\u00e1lise quanto \u00e0 necessidade ou n\u00e3o de sua segrega\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria. <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201c(<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>AVENA, Norberto Cl\u00e1udio P\u00e2ncaro. Processo Penal: esquematizado. 4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: M\u00e9todo, 2012. P\u00e1g. 26).<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Neste sentido:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>O Tribunal do J\u00fari de Bras\u00edlia absolveu r\u00e9u acusado de supostamente ter efetuado disparos de arma de fogo contra um homem. O motivo <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>da a\u00e7\u00e3o teria sido ci\u00fames em virtude de a v\u00edtima ter tido um relacionamento amoroso com sua, ent\u00e3o, companheira.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>O r\u00e9u foi pronunciado como incurso na conduta prevista no art. 121, \u00a7 2\u00ba, incisos I e IV, c<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\/<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>c. art. 14, inciso II, ambos do C\u00f3digo Penal, ou seja, tentativa de homic\u00eddio qualificado com motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou ou tornou imposs\u00edvel a defesa do ofendido.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Segundo a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico, no dia 24 de junho de 2001, por volta das 2h30, na Quadra 09 do Varj\u00e3o do Torto\/DF, o denunciado, com aux\u00edlio de terceiro n\u00e3o identificado, de modo livre e consciente, podendo agir de maneira diversa, com inequ\u00edvoca inten\u00e7\u00e3o homicida, efetuou disparos de arma de fogo contra a v\u00edtima, causando-lhe as les\u00f5es descritas no Laudo de Exame de Corpo de Delito.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Os jurados votaram na sala secreta decidindo positivamente quanto \u00e0 materialidade e negativamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autoria.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>(TRIBUNAL DO J\u00daRI DE BRAS\u00cdLIA ABSOLVE R\u00c9U POR NEGATIVA DE AUTORIA Processo: 2002.01.1.019706-2. por VS &#8211; publicado em 05\/09\/2014 18:40).<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>PENAL. PROCESSO PENAL. APELA\u00c7\u00c3O. USO DE DOCUMENTO FALSO. AUS\u00caNCIA DE PROVAS. AUTORIA. IN DUBIO PRO REO. RECURSO DESPROVIDO. ABSOLVI\u00c7\u00c3O MANTIDA.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>O uso de documento falso \u00e9 delito formal que, para a consuma\u00e7\u00e3o, prescinde do efetivo proveito da conduta, pois a simples apresenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 resulta viola\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 p\u00fablica, bem jur\u00eddico protegido pelo tipo penal. 2. A ci\u00eancia do agente acerca da falsidade do documento \u00e9 elemento indispens\u00e1vel para <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>aperfei\u00e7oamento do tipo de uso de documento falso. 3. A d\u00favida razo\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 responsabilidade delitiva do agente \u00e9 circunst\u00e2ncia que deve privilegi\u00e1-lo com a absolvi\u00e7\u00e3o. 4. Apela\u00e7\u00e3o desprovida. (TRF 1\u00aa R.; ACr 0076978-50.2010.4.01.3800; MG; Terceira Turma; Rel\u00aa Des\u00aa Fed. Monica Jacqueline Sifuentes; DJF1 19\/09\/2014; P\u00e1g. 449)<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>.<\/strong><\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>APELA\u00c7\u00c3O CRIMINAL. ASSOCIA\u00c7\u00c3O PARA O TR\u00c1FICO. LEI N\u00ba 11.343\/2006. INTERNACIONALIDADE DEMONSTRADA. ORIGEM DA DROGA. BOL\u00cdVIA. AUTORIA E MATERIALIDADE DEMONSTRADAS. SOCIETAS SCELERIS. COMPROVA\u00c7\u00c3O. DOSIMETRIA DA PENA. SENTEN\u00c7A MANTIDA. RECURSOS DE ALEXSANDRO E FABIANE DESPROVIDOS. TR\u00c1FICO INTERNACIONAL DE DROGAS. IMPORTA\u00c7\u00c3O E TRANSPORTE.<\/strong><\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>MONITORAMENTO TELEF\u00d4NICO. IND\u00cdCIOS. INSUFICI\u00caNCIA DE PROVAS. ABSOLVI\u00c7\u00c3O. RECURSO DE EDSON PROVIDO.<\/strong><\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Opera\u00e7\u00e3o bol\u00edvia. Opera\u00e7\u00e3o quijarro. Investiga\u00e7\u00e3o a partir de fornecedor na bol\u00edvia. Identifica\u00e7\u00e3o dos adquirentes. Origem internacional da droga. Destino: distribui\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio nacional. Transnacionalidade dos delitos demonstrada. Compet\u00eancia da justi\u00e7a federal. Preliminar de nulidade rejeitada. 2. Materialidade e autoria da associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico internacional demonstradas. Intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas. Pris\u00f5es em flagrante a partir dos dados do monitoramento. Confirma\u00e7\u00e3o de dados obtidos no monitoramento: identifica\u00e7\u00e3o das pessoas envolvidas, de ve\u00edculos, de deslocamentos. 3. Prova testemunhal. Corrobora\u00e7\u00e3o da prova produzida na fase inquisitorial. 4. Atua\u00e7\u00e3o de alexsandro e fabiane em unidade de des\u00edgnios com Fernando meira, tio de fabiane. Rela\u00e7\u00e3o al\u00e9m do parentesco demonstrada. Hierarquia e divis\u00e3o de tarefas. Elementos desnecess\u00e1rios para configura\u00e7\u00e3o do crime. Esfor\u00e7o <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>conjunto e necess\u00e1rio para garantir o fornecimento de drogas, a qualidade do entorpecente e a n\u00e3o interrup\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o. 5. Acordo pr\u00e9vio, a estabilidade e o objetivo comum de garantir a manuten\u00e7\u00e3o do cometimento do tr\u00e1fico por todos os tr\u00eas envolvidos: fabiane, alexsandro e Fernando meira. Societas sceleris. Crime de associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico comprovado. 6. Dosimetria da pena. Fixa\u00e7\u00e3o acima do m\u00ednimo legal. Devida fundamenta\u00e7\u00e3o: qualidade da droga, associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico como meio de vida, complexidade da atua\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o, potencialidade lesiva, personalidade voltada para o crime, culpabilidade e maus antecedentes. Reincid\u00eancia de alexsandro. Incid\u00eancia da causa de aumento da internacionalidade. 7. Pena imposta. Exagero na reprimenda n\u00e3o demonstrado. Manuten\u00e7\u00e3o da pena no patamar fixado na senten\u00e7a. 8. Recursos de fabiane e alexsandro desprovidos. 9. Tr\u00e1fico internacional de drogas. Coca\u00edna apreendida em 10 e 14 de abril de 2010, com terceiras pessoas. Responsabilidade pela interna\u00e7\u00e3o da droga vinda da bol\u00edvia atribu\u00edda ao r\u00e9u Edson. 10. Telefonema interceptado. Fortes ind\u00edcios e verossimilhan\u00e7a da den\u00fancia. Insuficiente para demonstra\u00e7\u00e3o cabal do cometimento do tr\u00e1fico na modalidade importar e transportar. In dubio pro reo. Absolvi\u00e7\u00e3o. Expedi\u00e7\u00e3o de alvar\u00e1 de soltura clausulado. 11. Recurso de Edson provido. (TRF 3\u00aa R.; ACr 0008245-37.2011.4.03.6000; Quinta Turma; Rel. Des. Fed. Paulo Fontes; Julg. 08\/09\/2014; DEJF 19\/09\/2014; P\u00e1g. 888)<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>.<\/strong><\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>PENAL E PROCESSUAL PENAL. MOEDA FALSA. ART. 289, \u00a7 1\u00ba, DO C\u00d3DIGO PENAL. MATERIALIDADE COMPROVADA. AUTORIA E DOLO. AUS\u00caNCIA DE PROVAS SUFICIENTES PARA A CONDENA\u00c7\u00c3O. INCID\u00caNCIA DO ART. 155 DO C\u00d3DIGO DE PROCESSO PENAL E DO PRINC\u00cdPIO JUR\u00cdDICO IN DUBIO PRO REO. APELA\u00c7\u00c3O PROVIDA.<\/strong><\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>A senten\u00e7a julgou a a\u00e7\u00e3o procedente para condenar o r\u00e9u pela pr\u00e1tica do delito previsto no artigo 289, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal. 2. A materialidade delitiva est\u00e1 bem demonstrada pelo boletim de ocorr\u00eancia, pelo auto de exibi\u00e7\u00e3o e apreens\u00e3o e pelos laudos periciais do instituto de criminal\u00edstica de s\u00e3o Paulo. Ic e do n\u00facleo de criminal\u00edstica da pol\u00edcia, atestando a falsidade das c\u00e9dulas de cinquenta reais acostadas aos autos. O laudo documentosc\u00f3pico do nucrim testificou que a contrafa\u00e7\u00e3o \u00e9 de boa qualidade e tem potencial para ser introduzida no meio circulante, sendo, pois, apta para atingir o bem tutelado (f\u00e9 p\u00fablica). 3. A autoria e o dolo do apelante, embora caracterizados na fase investigativa, inclusive pela confiss\u00e3o do acusado, n\u00e3o foram devidamente comprovados na fase de instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria em ju\u00edzo, de modo que incide in casu o disposto no art. 155 do c\u00f3digo de processo penal, bem como o princ\u00edpio jur\u00eddico in dubio pro reo. 4. N\u00e3o subsiste o Decreto condenat\u00f3rio pela pr\u00e1tica do crime descrito no art. 289, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo Penal, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 provas suficientes para a condena\u00e7\u00e3o. Precedente desta e. Quinta turma. 5. Apela\u00e7\u00e3o provida para absolver o r\u00e9u nos termos do art. 386, VII, do c\u00f3digo de processo penal. (TRF 3\u00aa R.; ACr 0007926-42.2007.4.03.6119; Quinta Turma; Rel. Juiz Conv. H\u00e9lio Nogueira; Julg. 08\/09\/2014; DEJF 19\/09\/2014; P\u00e1g. 878)<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>.<\/strong><\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>PENAL E PROCESSUAL PENAL. LES\u00c3O CORPORAL CULPOSA NA DIRE\u00c7\u00c3O DE VE\u00cdCULO AUTOMOTOR. FUGA DO LOCAL DO ACIDENTE. FRAGILIDADE PROBAT\u00d3RIA. APLICA\u00c7\u00c3O D<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>O <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>PRINC\u00cdPIO DO IN DUBIO PRO REO. ABSOLVI\u00c7\u00c3O POR INSUFICI\u00caNCIA DE PROVAS. REFORMA DA SENTEN\u00c7A.<\/strong><\/span><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>1) A prova utilizada como suporte para a condena\u00e7\u00e3o deve guardar uniformidade e coer\u00eancia com todo o conjunto probat\u00f3rio, sob pena de restar isolada e propiciar d\u00favida no esp\u00edrito do julgador; 2) A <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>prova fr\u00e1gil e duvidosa quanto \u00e0 autoria do crime imputado ao acusado imp\u00f5e a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do in dubio pro reo; 3) Recurso de apela\u00e7\u00e3o provido. (TJAP; APL 0011702-62.2012.8.03.0001; C\u00e2mara \u00danica; Rel. Des. Raimundo Vales; Julg. 09\/09\/2014; DJEAP 19\/09\/2014; P\u00e1g. 34).<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Com efeito, n\u00e3o h\u00e1 a m\u00ednima certeza \u2013 e nem poderia ser diferente \u2013 quanto \u00e0 pretensa autoria do suposto delito<\/span><span>.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Al\u00e9m disso, o princ\u00edpio do \u201cin dubio pro r\u00e9u\u201d esta elencado na Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos promulgada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em 1948, ratificada pelo Brasil tamb\u00e9m assegurou tal garantia ao referir que:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cArt. XI. Toda pessoa acusada de um ato delituoso tem o direito de ser presumida inocente, at\u00e9 que a culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento p\u00fablico, no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necess\u00e1rias \u00e0 sua defesa.\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>J\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil, assim est\u00e1 insculpido o princ\u00edpio:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cArt. 5 \u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>(&#8230;)<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>LVII \u2013 ningu\u00e9m ser\u00e1 considerado culpado at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado de senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria;\u201d<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>(&#8230;)<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Tal dispositivo assegura ao acusado, ou mesmo indiciado, o direito de ser considerado inocente at\u00e9 que senten\u00e7a penal condenat\u00f3ria venha a transitar formalmente em julgado, sobrevindo, ent\u00e3o, a coisa julgada de autoridade relativa, servindo como um fundamental postulado de seguran\u00e7a jur\u00eddica diante do \u201cjus puniedi\u201d Estatal.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>DA LEGITIMA DEFESA<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>N\u00e3o sendo o entendimento de Vossa Excel\u00eancia no crivo das teses anteriores. <\/span><span>Ressalta-se que, os r\u00e9us em depoimento a autoridade policial, disseram que:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cEstavam indo ao supermercado, e pediram para <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Fulano de TAL<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> voltar a casa da <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Beltrano de TAL<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> para esperar sua tia, e assim foi feito, logo em seguida, quando avistaram dos indiv\u00edduos um deles a suposta v\u00edtima, que teria anunciado um assalto, ap\u00f3s t\u00ea-los amea\u00e7ando com uma faca, e pego seus pertences, que os declarantes <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Beltrano de TAL e Cicrano de TAL<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> teriam reagido a suposta agress\u00e3o da v\u00edtima que seria em tese o agressor. Ap\u00f3s a rea\u00e7\u00e3o, ambos sa\u00edram do local da suposta agress\u00e3o, e negaram a participa\u00e7\u00e3o de <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Fulano de Tal<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201d.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Cumpre esclarecer que, no caso concreto, resta configurada a excludente de ilicitude da leg\u00edtima defesa, pela simples leitura da pe\u00e7a exordial acusat\u00f3ria raz\u00e3o pela qual a acusa\u00e7\u00e3o sequer deveria ter sido recebida.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Consta nos autos que o recorrente tinha os r\u00e9us a inten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de fazer cessar uma agress\u00e3o iminente, eis que a suposta v\u00edtima, teria anunciado um assalto contra os declarantes.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Conforme ensina a melhor doutrina, percebe-se que todos os requisitos da leg\u00edtima defesa est\u00e3o presentes no caso concreto, nos exatos termos dos arts. 23, II e 25 do C\u00f3digo Penal. Vejamos:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Art. 23 &#8211; N\u00e3o h\u00e1 crime quando o Agente pratica o fato<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>II &#8211; em leg\u00edtima defesa<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Ora, Excel\u00eancia, os agentes repeliram injusta agress\u00e3o humana, uma vez que a v\u00edtima cometeu um fato t\u00edpico e il\u00edcito, j\u00e1 que a suposta v\u00edtima anunciou um <\/span><span>suposto <\/span><span>Roubo. A agress\u00e3o injusta foi iminente, j\u00e1 que a v\u00edtima empregou de viol\u00eancia e grave amea\u00e7a com o dano e a amea\u00e7a ao r\u00e9u e de terceiros, sendo uma agress\u00e3o que estava ocorrendo. O<\/span><span>s<\/span><span> agente<\/span><span>s<\/span><span> usou moderadamente dos meios de que possu\u00eda,<\/span><span> quais sejam:<\/span><span> segundo estes<\/span><span>, entraram em luta corporal com agressor e para defender-se deferiram<\/span><span> alguns golpes de facas<\/span><span> at\u00e9 que a agress\u00e3o cessasse, o<\/span><span> que <\/span><span>teria sido<\/span><span> suficiente para conseguir cessar a agress\u00e3o <\/span><span>d<\/span><span>a suposta v\u00edtima,<\/span><span> e logo em seguida, sa\u00edram do local<\/span><span> n\u00e3o havendo que se falar em excesso na sua a\u00e7\u00e3o. E, por fim, atuou para proteger direito pr\u00f3prio, qual seja, a sua pr\u00f3pria integridade f\u00edsica, e al\u00e9m do direito dos terceiros que ali estavam.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Desta forma, est\u00e3o presentes todos os requisitos da leg\u00edtima defesa, raz\u00e3o pela qual a absolvi\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria se imp\u00f5e. Por \u00faltimo, cumpre esclarecer a falta de uma condi\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio da a\u00e7\u00e3o penal, qual seja, o interesse de agir. Ora, como o agente est\u00e1 amparado pela excludente da ilicitude do fato de leg\u00edtima defesa, art. 23, II e art. 25, ambos do C\u00f3digo Penal, haver\u00e1 a exclus\u00e3o do crime, raz\u00e3o pela qual o processo penal n\u00e3o ter\u00e1 um fim \u00fatil, j\u00e1 que n\u00e3o ser\u00e1 aplicada uma pena privativa de liberdade ao final do processo, restando configurada a falta de interesse de agir.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>DA LIBERDADE PROVIS\u00d3RIA<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Vossa Excel\u00eancia, n\u00e3o entendendo pelas teses, ora supracitadas, passemos a dispor sobre as teses Subsidi\u00e1rias:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>De acordo, com artigo 369-A do C\u00f3digo de Processo Penal nos ensina que:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Art. 396-A. Na resposta, o acusado poder\u00e1 <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>arguir<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> preliminares e alegar tudo o que interesse \u00e0 sua defesa, oferecer documentos e justifica\u00e7\u00f5es, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intima\u00e7\u00e3o, quando necess\u00e1rio.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Analisando o novel art. 396-A do CPP que expressa em seu texto que &#8220;Na resposta, o acusado poder\u00e1 arguir preliminares e alegar tudo o que interesse \u00e0 sua defesa, oferecer documentos e justifica\u00e7\u00f5es, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intima\u00e7\u00e3o, quando necess\u00e1rio&#8221;. Em tese, o mesmo deixa poss\u00edvel o pedido de liberdade provis\u00f3ria em Resposta \u00e0 Acusa\u00e7\u00e3o, pois ao dispor que o acusado pode &#8220;alegar tudo o que interesse \u00e0 sua defesa&#8221; deixa margens a requerer nesse sentido.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Conv\u00e9m ressaltar, sob o enfoque do tema em relevo, o magist\u00e9rio de Norberto Avena:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cA liberdade provis\u00f3ria \u00e9 um direito subjetivo do imputado nas hip\u00f3teses em que facultada por lei. Logo, simples ju\u00edzo valorativo sobre a gravidade gen\u00e9rica do delito imputado, assim como presun\u00e7\u00f5es abstratas sobre a amea\u00e7a \u00e0 ordem p\u00fablica ou a potencialidade a outras pr\u00e1ticas delitivas n\u00e3o constituem fundamenta\u00e7\u00e3o id\u00f4nea a autorizar o indeferimento do benef\u00edcio, se <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>desvinculadas de qualquer fator revelador da presen\u00e7a dos requisitos do art. 312 do CPP. <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201c (<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>AVENA, Norberto Cl\u00e1udio P\u00e2ncaro. Processo Penal: esquematizado. 4\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: M\u00e9todo, 2012, p. 964).<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>No mesmo sentido:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cComo \u00e9 sabido, em raz\u00e3o do princ\u00edpio constitucional da presun\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia (art. 5\u00ba, LVII, da CF) a pris\u00e3o processual \u00e9 medida de exce\u00e7\u00e3o; a regra \u00e9 sempre a liberdade do indiciado ou acusado enquanto n\u00e3o condenado por decis\u00e3o transitada em julgado. Da\u00ed porque o art. 5\u00ba, LXVI, da CF disp\u00f5e que: \u2018ningu\u00e9m ser\u00e1 levado \u00e0 pris\u00e3o ou nela mantida, quando a lei admitir a liberdade provis\u00f3ria, com ou sem fian\u00e7a. <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201c(<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>BIANCHINI, <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Alice.<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> [et al.] Pris\u00e3o e medidas cautelares: coment\u00e1rios \u00e0 Lei 12.403, de 4 de maio de 2011. (Coord. Luiz Fl\u00e1vio Gomes, Ivan Luiz Marques). 2\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: RT, 2011, p. 136).<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>\u00c9 de todo oportuno tamb\u00e9m gizar as li\u00e7\u00f5es de Marco Ant\u00f4nio Ferreira Lima e Raniere Ferraz Nogueira:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201cA regra \u00e9 liberdade. Por essa raz\u00e3o, toda e qualquer forma de pris\u00e3o tem car\u00e1ter excepcional. Pris\u00e3o \u00e9 sempre exce\u00e7\u00e3o. Isso deve ficar <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>claro, vez que se trata de decorr\u00eancia natural do princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de n\u00e3o culpabilidade. <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>\u201c(<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>LIMA, Marco Ant\u00f4nio Ferreira; NOGUEIRA, Raniere Ferraz. Pris\u00f5es e medidas liberat\u00f3rias. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2011, p. 139).<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>\u00c9 altamente ilustrativo transcrever notas de jurisprud\u00eancia:<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>HABEAS CORPUS. ARTIGOS 306 E 309 DO CTB. PRIS\u00c3O EM FLAGRANTE.<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>LIBERDADE PROVIS\u00d3RIA COM FIAN\u00c7A. HIPOSSUFICIENCIA. AUS\u00caNCIA DE FATOS QUE DEMONSTREM A NECESSIDADE DA CUST\u00d3DIA CAUTELAR. ORDEM CONCEDIDA.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>1. A pris\u00e3o, unicamente em raz\u00e3o da insufici\u00eancia de recursos financeiros para arcar com os valores arbitrados a t\u00edtulo de fian\u00e7a n\u00e3o encontra amparo na Lei, nem na jurisprud\u00eancia desta corte de justi\u00e7a.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>2. Ademais, o paciente firmou termo de compromisso de comparecimento a todos os atos do processo e comparecimento mensal em ju\u00edzo para informar e justificar suas atividades, medidas cautelares alternativas \u00e0 pris\u00e3o, menos gravosas, mas, que se mostram suficientes para a conclus\u00e3o da persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>3. Ordem de habeas corpus concedida, confirmando-se a liminar. (TJDF &#8211; Rec 2013.00.2.000016-0; Ac. 652.060; Segunda Turma Criminal; Rel. Des. Jo\u00e3o Tim\u00f3teo; DJDFTE 08\/02\/2013; P\u00e1g. 172)<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><span>(&#8230;)<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NOS ARTIGOS 303 E 306 DA LEI N\u00ba 9.503\/97. LIBERDADE PROVIS\u00d3RIA COM FIAN\u00c7A. LEI N\u00ba 12.403\/11. IMPOSSIBILIDADE DE ARCAR COM O PAGAMENTO DA FIAN\u00c7A. PACIENTE ASSISTIDO PELA DEFENSORIA P\u00daBLICA. CONCEDER A ORDEM.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Com o advento da Lei n\u00ba 12.403\/11, a pris\u00e3o cautelar s\u00f3 dever\u00e1 ser decretada e mantida quando se mostrar extremamente necess\u00e1ria. Se n\u00e3o possuir o r\u00e9u condi\u00e7\u00f5es financeiras de arcar com a fian\u00e7a arbitrada, deve ser concedida a liberdade provis\u00f3ria em seu favor, sujeitando-o \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es constantes nos artigos 327 e 328 do C\u00f3digo de Processo Penal. (TJMG &#8211; HC 1.0000.12.091998-0\/000; Rel. Des. Jos\u00e9 Mauro Catta Preta Leal; Julg. 06\/09\/2012; DJEMG 17\/09\/2012)<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>HABEAS CORPUS. ART. 306 DO C\u00d3DIGO DE TR\u00c2NSITO BRASILEIRO.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Ausentes <\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>os pressupostos da pris\u00e3o preventiva s\u00e3o<\/strong><\/span><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong> de rigor a concess\u00e3o da liberdade provis\u00f3ria. (TJMG &#8211; HC 1.0000.12.084609-2\/000; Rel. Des. Paulo C\u00e9zar Dias; Julg. 04\/09\/2012; DJEMG 12\/09\/2012)<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. CRIMES DE TR\u00c2NSITO. PRIS\u00c3O PREVENTIVA CARENTE DE FUNDAMENTOS CONCRETOS. RECONHECIMENTO DO DIREITO \u00c0 LIBERDADE PROVIS\u00d3RIA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO. ORDEM CONCEDIDA. LIMINAR CONFIRMADA. SUSPENS\u00c3O DO DIREITO DE DIRIGIR MANTIDA. DECIS\u00c3O UN\u00c2NIME.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>I. A pris\u00e3o preventiva tem natureza extraordin\u00e1ria, somente devendo ter lugar quando for estritamente necess\u00e1ria e outra medida n\u00e3o se mostrar suficiente no caso concreto. Assim, n\u00e3o estando presentes os requisitos previstos nos artigos 311 e 312 do c\u00f3digo de processo penal, tal como na hip\u00f3tese, imp\u00f5e-se a concess\u00e3o de liberdade provis\u00f3ria.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"color: #5b9bd5;\"><strong>Ii. Considerando, por\u00e9m, os fortes ind\u00edcios de que o paciente dirigia alcoolizado, pondo em risco a integridade f\u00edsica das pessoas que estavam no local, e como forma de prevenir a ocorr\u00eancia de situa\u00e7\u00f5es semelhantes, cabe manter a cautelar de suspens\u00e3o do direito da habilita\u00e7\u00e3o para dirigir ve\u00edculo automotor, que dever\u00e1 permanecer retida nos autos origin\u00e1rios, com base no art. 294 da lei n\u00ba 9.503\/97.<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Igualmente, Data M\u00e1xima V\u00eania, <\/span><span>vem reiterar<\/span><span> o pedido de Liberdade Provis\u00f3ria, a Vossa Excel\u00eancia, ap\u00f3s a negativa do mesmo. Pondera-se que com foi visto exaustivamente nos depoimentos dos supostos envolvidos, o r\u00e9u <\/span><span>Philipe<\/span><span> n\u00e3o teria de forma alguma participado do fato, desta feita, respeitosamente reitera o pedido feito anteriormente a Vossa Excel\u00eancia.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>DOS PEDIDOS<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Diante o exposto, requer a ABSOLVI\u00c7\u00c3O sum\u00e1ria por ANALOGIA <\/span><span>a<\/span><span>o ARTIGO 397, I e II<\/span><span>I<\/span><span> do CPP, em virtude da exist\u00eancia manifesta de causa excludente da ilicitude do fato e que o fato narrado evidentemente n\u00e3o constitui crime;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Apenas por cautela, no caso de n\u00e3o ser acolhida a tese de absolvi\u00e7\u00e3o Sum\u00e1ria, requer que ANULA\u00c7\u00c3O do recebimento da pe\u00e7a acusat\u00f3ria em virtude da ocorr\u00eancia da falta de pressuposto processual ou condi\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio da a\u00e7\u00e3o penal<\/span><span> contra o r\u00e9u <\/span><span>Fulano de TAL<\/span><span>, com fundamento no artigo 395, II, to<\/span><span>dos do C\u00f3digo de Processo Penal;<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>N\u00e3o sendo assim, o entendimento de Vossa Excel\u00eancia, requer a Reitera\u00e7\u00e3o do Pedido de Liberdade Provis\u00f3ria, nos termos do art. 310, inc. III, art. 322, par\u00e1grafo \u00fanico e art. 350, todos do <\/span><span>C\u00f3digo<\/span><span> de Processo Penal, mediante termo de comparecimento a todos os atos do processo (CPP, art. 327 e 328), expedindo-se, para tanto, o devido ALVAR\u00c1 DE SOLTURA, com a entrega do Requerente, ora preso, de forma incontinenti, o que de logo requer.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Por fim, requer, desde logo, que sejam intimadas e inquiridas \u00e0s testemunhas arroladas pelo o membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Termos em que,<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>Pede Deferimento.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span>CIDADE, 00, M\u00caS, ANO.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>ADVOGADO<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span><strong>OAB N\u00ba<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Entenda como a ADVBOX estrutura a produ\u00e7\u00e3o de peti\u00e7\u00f5es para reduzir falhas operacionais e sustentar o crescimento do escrit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/advbox.com.br\/blog\/como-automatizar-seus-modelos-de-peticoes\/\" target=\"_blank\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"270\" src=\"https:\/\/advbox.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CTA-REBRANDING-17.webp\" alt=\"Banner com imagem ilustrativa de peti\u00e7\u00f5es automatizadas, destacando redu\u00e7\u00e3o de erros e ganho de escala na automa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica para advogados\" class=\"wp-image-79760\" srcset=\"https:\/\/advbox.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CTA-REBRANDING-17.webp 1024w, https:\/\/advbox.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CTA-REBRANDING-17-500x132.webp 500w, https:\/\/advbox.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CTA-REBRANDING-17-768x203.webp 768w, https:\/\/advbox.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/CTA-REBRANDING-17-150x40.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quer descobrir como automatizar o preenchimento de todos os seus modelos de peti\u00e7\u00e3o e otimizar o tempo de toda sua equipe? 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