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Modelo de alvará judicial para levantamento de valores

Modelo de alvará judicial para levantamento de valores

Modelo de alvará judicial para levantamento de valores

O alvará judicial para levantamento de valores é uma peça jurídica que solicita a liberação de quantias retidas em contas bancárias ou judiciais. Ele serve para autorizar formalmente que um herdeiro ou beneficiário saque valores que não podem ser movimentados sem ordem do juiz. Esse documento é essencial para garantir o acesso ao patrimônio de forma legal e segura.

A utilização desse alvará é importante para desburocratizar o acesso a pequenos montantes, como saldos de FGTS e PIS. Sem essa ferramenta, muitas famílias ficariam impedidas de utilizar recursos que lhes pertencem por direito, enfrentando processos lentos. Por isso, dominar a estrutura dessa petição garante agilidade e eficiência no atendimento às necessidades urgentes dos clientes.

Neste artigo, apresentaremos um modelo prático de petição, além de detalhar os documentos necessários e as regras da Lei nº 6.858/80. Você entenderá quem pode fazer o pedido e quais são os prazos médios para a liberação do dinheiro pela justiça. Continue a leitura para conferir todas as orientações e otimizar a rotina do seu escritório de advocacia.

Modelo de alvará judicial para levantamento de valores

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA [NÚMERO]ª VARA FEDERAL DA [SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA] DE [CIDADE]/[ESTADO].

[NOME COMPLETO], [NACIONALIDADE], [ESTADO CIVIL], [PROFISSÃO], nascido(a) em [DATA DE NASCIMENTO], inscrito(a) no CPF sob nº [NÚMERO DO CPF], RG sob nº [NÚMERO DO RG], residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO], [CIDADE]/[ESTADO], CEP [NÚMERO DO CEP], com endereço eletrônico [E-MAIL], representado nesta ação por seu/sua advogado(a), [NOME DO ADVOGADO], conforme procuração anexa, com endereço profissional [ENDEREÇO PROFISSIONAL COMPLETO], vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência propor o presente pedido de:

ALVARÁ JUDICIAL

o que faz pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

FATOS E FUNDAMENTOS JURÍDICOS:

Conforme Certidão de óbito anexa, na data de [DATA], o Sr. [NOME DO FALECIDO], companheiro da Requerente, veio a falecer em virtude de [CAUSA DA MORTE], sem assistência médica (causa mortis).

A parte Autora é a única herdeira legal (companheira), uma vez que o de cujus era solteiro e não deixou filhos, não havendo conhecimento de testamento e consequentes herdeiros. Tais alegações podem ser verificadas através da Certidão de Óbito e da Portaria nº [NÚMERO], publicada em [DATA] no Diário Oficial da União, que concedeu a pensão por morte em razão do óbito do Sr. [NOME DO FALECIDO], anexas nestes autos.

Nesta senda, a Requerente tem ciência de que o falecido possuía valores aplicados junto ao Banco [NOME DO BANCO] – Agência [NÚMERO], na Conta Corrente nº [NÚMERO] sendo estes de suma importância para a manutenção da Autora, uma vez que, em vida, era o de cujus o principal mantenedor do lar.

De acordo com os artigos. 1º e 2º da Lei 6.858/80, os saldos bancários e de contas de cadernetas de poupança e fundos de investimento de valor até 500 (quinhentas) Obrigações do Tesouro Nacional, serão pagos aos dependentes habilitados para pensão por morte.

Art. 1º. “Os valores devidos pelos empregadores aos empregados e os montantes das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do Fundo de Participação PIS-PASEP, não recebidos em vida pelos respectivos titulares, serão pagos, em quotas iguais, aos dependentes habilitados perante a Previdência Social ou na forma da legislação específica dos servidores civis e militares, e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independentemente de inventário ou arrolamento.”

Art. 2º. “O disposto nesta Lei se aplica às restituições relativas ao Imposto de Renda e outros tributos, recolhidos por pessoa física, e, não existindo outros bens sujeitos a inventário, aos saldos bancários e de contas de cadernetas de poupança e fundos de investimento de valor até 500 (quinhentas) Obrigações do Tesouro Nacional.” (grifos acrescidos)

Cumpre salientar ainda, que não há necessidade de abertura de inventário para que a Requerente seja autorizada a levantar a quantia em comento, consoante dispõe o art. 1.037 do Código de Processo Civil, in verbis:

Art. 1037. “Independerá de inventário ou arrolamento o pagamento dos valores previstos na Lei número 6.858, de 24 de novembro de 1980.” (com grifos).

Destarte, a Requerente, sendo companheira do de cujus, sendo, inclusive, beneficiária de pensão por morte na condição de sua dependente e não havendo outros herdeiros habilitados, faz jus ao recebimento da quantia representada pelos extratos bancários anexos, mediante alvará judicial.

Portanto, é pelo que requer com a presente.

DOS PEDIDOS

FACE AO EXPOSTO, requer a Vossa Excelência:

a) O deferimento do Benefício da Gratuidade da Justiça, pois a Postulante não tem condições de arcar com as custas sem prejuízo de seu sustento;

b) O recebimento e deferimento da presente;

c) A prova das alegações por todos os meios em direito admitidos;

d) Seja oficiado o Banco [NOME DO BANCO]. – Agência [NÚMERO DA AGÊNCIA], para que informe os valores existentes na conta bancária de nº [NÚMERO DA CONTA], da qual é titular o Sr. [NOME DO FALECIDO];

e) Após, requer seja expedido Alvará Judicial para levantamento das referidas quantias pela Requerente.

Dá-se à causa o valor de [VALOR], nos termos do art. 292, III, do NCPC.

Termos em que, pede deferimento.

[CIDADE], [DIA] de [MÊS] de [ANO].

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O que é um alvará judicial para levantamento de valores?

Este alvará é uma ordem judicial que permite a retirada de dinheiro depositado em contas específicas. Ele funciona como uma “chave” que abre o acesso a recursos bloqueados por lei ou por processos. O objetivo principal é entregar o dinheiro a quem tem o direito legítimo de recebê-lo. 

Sem esse papel assinado pelo juiz, os bancos não podem liberar nenhum centavo. Por isso, ele é essencial em casos de heranças pequenas ou honorários retidos. O procedimento é uma forma simplificada de resolver pendências financeiras. Ele evita que as pessoas precisem abrir processos longos e caros. Assim, o Judiciário consegue entregar o patrimônio de forma segura e bem mais veloz.

Quando é necessário solicitar um alvará judicial para levantamento de valores?

A solicitação é necessária sempre que houver valores de terceiros ou da justiça que não podem ser sacados livremente. Isso ocorre quando o titular morre ou quando o dinheiro faz parte de uma disputa judicial.

Uma situação muito frequente é o saque de FGTS e PIS de pessoas que já faleceram. Se o valor for baixo e não houver outros bens, o alvará resolve tudo rapidamente. É uma solução eficiente para famílias que precisam dos recursos para despesas urgentes.

Também é comum o uso do alvará em processos que já chegaram ao fim. Quando o juiz decide quem ganhou a causa, ele autoriza a liberação do dinheiro depositado. O advogado também usa essa ferramenta para receber seus próprios honorários ao final do trabalho.

Quem pode pedir um alvará judicial para levantamento de valores?

O pedido pode ser feito por qualquer pessoa que comprove ter o direito legal sobre o dinheiro. Geralmente, são herdeiros, dependentes ou a própria parte vencedora de um processo judicial. Ou seja, basta que o interessado prove o direito e terá acesso às contas solicitadas.

Os dependentes habilitados no INSS têm prioridade no recebimento de valores de falecidos.  Se não houver dependentes, os herdeiros sucessores podem entrar com a solicitação. O juiz sempre confere os documentos para confirmar o parentesco ou a sucessão.

O advogado também pode fazer o pedido em nome do cliente se tiver poderes para isso. Para que o dinheiro caia direto na conta do profissional, a procuração deve ser específica. Isso agiliza o processo de pagamento e garante o cumprimento das obrigações.

Quais informações devem constar em um alvará judicial para levantamento de valores?

O alvará deve conter a identificação do juízo, o número do processo e a qualificação completa do titular e do beneficiário. É indispensável detalhar os dados bancários de origem e destino, o valor atualizado com juros e os poderes específicos do advogado para receber e dar quitação.

Um pedido bem feito deve conter dados exatos para que o banco não recuse o pagamento. Qualquer erro no número da conta ou no nome das partes pode travar o processo por meses. Abaixo vamos detalhar as informações que devem constar no alvará. Continue lendo para conferir o check-list.

Identificação do juízo e número do processo

A identificação precisa indicar o número da vara, a comarca e o tribunal que expediu a ordem judicial. Além disso, é indispensável inserir o número do processo no padrão numérico unificado estabelecido pelo CNJ. Esses dados permitem que o banco localize a ação e valide a origem da ordem com total segurança.

Dados do titular da conta (ou de cujus)

O documento deve informar o nome completo e o CPF da pessoa que detinha originalmente os valores, ou os dados do falecido. Essa conferência é vital para que a instituição financeira vincule o saldo bloqueado à pessoa correta no sistema. Sem esses dados, o banco pode alegar incerteza sobre a origem do montante e travar a liberação.

Qualificação do beneficiário

É obrigatório constar o nome completo, o número do CPF ou CNPJ e o RG da pessoa autorizada a realizar o saque. Esses dados garantem que o dinheiro seja entregue apenas ao herdeiro ou à parte legítima do processo judicial. Essa precisão evita fraudes e assegura que a instituição financeira cumpra a ordem de forma rápida.

Dados bancários de origem

O texto deve indicar o nome da instituição financeira, o número da agência e o número da conta onde o dinheiro está depositado. Seja uma conta judicial, corrente, poupança ou conta vinculada de FGTS/PIS, a exatidão desses numerais é fundamental. Qualquer dígito incorreto impedirá a localização dos valores e atrasará o pagamento final.

Valor a ser levantado

É necessário indicar o montante exato ou utilizar a expressão “saldo total e atualizado”, incluindo os juros e as correções monetárias devidas. Essa especificação garante que o beneficiário receba a quantia integral acumulada até a data do saque efetivo. Sem essa observação, o banco pode liberar apenas o valor histórico, prejudicando o cliente.

Dados bancários de destino (para transferência)

Caso o levantamento ocorra via TED ou PIX, o alvará deve listar o banco, a agência, a conta e a chave de destino. Informar esses dados diretamente no corpo do documento facilita a transferência eletrônica automática pela instituição. Isso elimina a necessidade de o beneficiário comparecer fisicamente à agência bancária para receber.

Poderes do advogado

Se o saque for realizado pelo patrono, o documento deve mencionar expressamente que ele possui poderes específicos para “receber e dar quitação”. Essa autorização baseia-se na procuração juntada aos autos e evita que o profissional seja barrado pelo gerente. Ter essa informação clara no alvará agiliza o recebimento dos honorários e valores da parte.

Prazo de validade e autenticidade

O documento deve indicar o período de validade, que geralmente varia entre 30 a 60 dias para a apresentação no banco. Além da assinatura do magistrado, é essencial contar com um código de validação eletrônica para conferência da autenticidade. Esses elementos trazem segurança jurídica para o caixa bancário e agilizam o processo de conferência.

Como fazer um pedido de alvará judicial para levantamento de valores?

Para realizar o pedido de alvará, o advogado deve protocolar uma petição inicial ou um requerimento incidental nos autos do processo principal. É necessário descrever os fatos com precisão, fundamentar o direito com base na Lei nº 6.858/80 e anexar as provas da existência do saldo bancário. 

O juiz analisará os documentos e, após a manifestação do Ministério Público ou da Fazenda, se necessário, expedirá a ordem de levantamento. Abaixo, preparamos um guia com dicas essenciais para que o seu pedido seja processado sem erros e com a máxima agilidade possível:

Respeite os limites da Lei 6.858/80

Essa lei permite o saque sem inventário apenas para valores que não ultrapassem o teto de 500 OTNs. Caso o montante na conta seja superior a esse limite legal, o juiz poderá exigir a abertura de um processo de inventário completo. Sempre verifique o saldo atualizado antes de protocolar a ação para evitar indeferimentos e perda de tempo.

Peça a transferência eletrônica

Solicite expressamente que o magistrado determine a liberação dos valores via TED ou PIX diretamente para a conta do beneficiário. Isso evita que o cliente precise se deslocar presencialmente até uma agência bancária com o documento físico em mãos. É uma estratégia muito mais moderna, rápida e segura para finalizar a demanda judicial.

Inclua provas materiais robustas

A instrução documental correta é o que garante o deferimento do pedido sem a necessidade de emendas à petição inicial. Junte sempre o extrato bancário atualizado, a certidão de óbito do titular e a certidão de dependentes habilitados emitida pelo INSS. Esses documentos comprovam o direito material e a legitimidade da parte que está requerendo o saque.

Detalhe os poderes na procuração

Certifique-se de que a procuração outorgada ao advogado contenha a cláusula específica com poderes para “receber e dar quitação”. Sem essa previsão clara, o banco poderá se recusar a transferir os valores para a conta do escritório ou do patrono. Essa cautela redacional previne entraves burocráticos desnecessários no momento da execução da ordem.

Quais documentos podem ser necessários para o levantamento de valores?

É importante incluir as certidões e documentos pessoais, os extratos bancários, documentos que comprovem o parentesco e, se for necessário, a procuração com poderes específicos. A organização rigorosa da prova documental é o pilar que sustenta o sucesso do seu requerimento judicial para liberação de valores.

É fundamental que o advogado verifique cada item antes do protocolo para evitar que o processo fique parado por meses aguardando diligências simples. Abaixo, detalhamos os documentos essenciais e as provas materiais que devem acompanhar a sua petição para garantir agilidade:

Certidões e documentos pessoais

Você deve anexar cópias legíveis do RG, CPF e o comprovante de residência atualizado em nome do requerente da ação judicial. Caso o pedido seja motivado por falecimento, a certidão de óbito original é um item obrigatório e indispensável para comprovar a vacância. Também é recomendável juntar a certidão de dependentes habilitados à pensão por morte emitida pelo INSS.

Extrato bancário e comprovantes de saldo

O extrato bancário oficial prova que o montante realmente existe na conta e permite ao juiz visualizar o valor exato a ser liberado. Caso o cliente não tenha acesso à conta, o advogado deve requerer que o juiz oficie a instituição financeira para fornecer esse dado. Ter este documento em mãos desde o início do processo agiliza muito o convencimento do magistrado.

Comprovação de parentesco ou sucessão

Além dos documentos de identificação, é necessário anexar certidões de nascimento ou de casamento que atestem o vínculo familiar com o titular dos valores. Em casos de união estável não formalizada, pode ser necessária a juntada de provas suplementares ou sentença declaratória prévia. Essa cautela documental impede que outros herdeiros contestem a legitimidade do levantamento posteriormente.

Procuração com poderes específicos

Caso o cliente queira passar o dinheiro para a conta do advogado, a petição deve conter obrigatoriamente a cláusula de poderes especiais para “receber e dar quitação” em nome do outorgante. Sem essa especificação na procuração, as instituições bancárias costumam criar entraves no momento de transferir os valores para a conta do advogado.

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Qual a diferença entre alvará judicial e mandado de levantamento?

O alvará é uma autorização mais genérica, enquanto o mandado é uma ordem direta para o banco. Muitas pessoas confundem esses dois termos, mas eles possuem aplicações práticas um pouco diferentes.

Atualmente, a maioria dos tribunais utiliza o Mandado de Levantamento Eletrônico (MLE). Com ele, o dinheiro sai da conta judicial e vai direto para a conta do advogado ou cliente. Não existe mais a necessidade de imprimir papéis e levar ao caixa do banco.

O alvará físico ainda existe em alguns casos de jurisdição voluntária ou comarcas menores. Ele é um documento que a própria pessoa retira no fórum para apresentar na agência bancária. Ambas as formas servem para o mesmo objetivo: liberar o crédito retido.

Quanto tempo demora para sair um alvará judicial?

Não existe um prazo fixo na lei, pois cada caso possui suas próprias particularidades e burocracias. O tempo de espera depende muito da agilidade da vara judicial onde o processo tramita.

Se a documentação estiver completa, o juiz pode decidir o pedido em poucas semanas. Porém, se faltarem dados ou se o banco demorar a responder, o prazo pode aumentar. O trabalho do advogado é fiscalizar o processo para que ele não fique parado.

Após a assinatura do juiz, o banco ainda leva alguns dias para processar o pagamento. Geralmente, em até 48 horas após o recebimento da ordem, o dinheiro fica disponível. Manter o cliente informado sobre essas etapas ajuda a controlar a ansiedade e a expectativa.

Conclusão

O pedido de alvará judicial é um procedimento essencial para a liberação de valores retidos. Ter o conhecimento correto sobre as leis envolvidas garante que o direito do cliente seja respeitado sem demora. Além disso, a organização dos documentos e o uso de modelos de petição eficazes são fundamentais.

Detalhes como o limite de valores e a escolha pela transferência eletrônica fazem toda a diferença na velocidade do resultado. O advogado que domina esses passos consegue entregar um serviço de excelência e evitar entraves burocráticos.

O uso da tecnologia, como o mandado eletrônico, transformou a forma como recebemos valores na justiça. Essa modernização traz mais segurança para o profissional e comodidade para o cidadão que espera pelo seu dinheiro. Estar atualizado com essas ferramentas é um diferencial competitivo para qualquer escritório de advocacia moderno.

Para otimizar ainda mais esses pedidos e toda a gestão do seu escritório, use a tecnologia a seu favor. Conheça as soluções da ADVBOX e descubra como automatizar tarefas e aumentar a sua produtividade diária. Melhore seus resultados e garanta uma advocacia muito mais ágil e lucrativa agora mesmo.

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