Tran-7: agente de IA da ADVBOX para petições de Direito de Trânsito

O Brasil registrou mais de 600 milhões de autuações de trânsito em 2022, segundo dados do Senatran. Cada multa notificada abre uma janela de recurso e cada processo de suspensão ou cassação de CNH exige do advogado uma resposta técnica dentro de um prazo que não espera.

Para o advogado que atua no Direito de Trânsito, o problema não é falta de demanda. É a combinação de volume alto, prazos curtos e a necessidade de estruturar argumentos precisos sobre nulidades, vícios procedimentais e responsabilidade do condutor, demanda a demanda, sem margem para imprecisão.

Para apoiar esse trabalho, a ADVBOX desenvolveu os Agentes de Petições Jurídicas. Um desses agentes é o Tran-7.

O que são os Agentes de Petições Jurídicas?

A ADVBOX desenvolveu uma série de agentes de inteligência artificial voltados exclusivamente para a elaboração de documentos jurídicos, cada um especializado em uma área do Direito. 

Não são ferramentas genéricas adaptadas para a advocacia, mas agentes construídos para compreender a linguagem, a estrutura e os fundamentos específicos de cada segmento jurídico.

São mais de 20 agentes disponíveis na plataforma, cobrindo desde o Direito do Consumidor até o Direito Empresarial, Ambiental e de Trânsito. 

O advogado escolhe o agente adequado à demanda, insere as informações do caso e recebe uma estrutura inicial da peça, com os fundamentos legais, a narrativa dos fatos e os pedidos organizados de forma coerente com aquele tipo de demanda.

O que é o Tran-7?

O Tran-7 é um dos Agentes de Petições Jurídicas da ADVBOX, desenvolvido para auxiliar advogados em demandas de Direito de Trânsito.

Ele foi projetado para compreender a linguagem jurídica dessa área, que combina o Código de Trânsito Brasileiro, normas do Contran, resoluções do Denatran e princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, organizando os elementos do caso e estruturando os fundamentos de forma adequada ao tipo de peça.

Com o Tran-7, advogados podem produzir diferentes tipos de documentos, como:

  • Recursos contra multas;
  • Defesa em processos de suspensão ou cassação da CNH;
  • Ações judiciais para anulação de penalidades.

Como funciona o Tran-7?

O ponto de partida no Direito de Trânsito é o Auto de Infração de Trânsito, o AIT. Ele contém a descrição da infração, o dispositivo do CTB supostamente violado, os dados do veículo e do condutor notificado e a penalidade aplicada. 

É esse documento que define o campo de argumentação e é por isso que o Tran-7 foi projetado para trabalhar a partir dele.

O advogado insere o AIT junto com o resumo dos fatos e os documentos do caso, notificações, comprovantes de propriedade, contratos de compra e venda, histórico de pontuação. 

O agente identifica os elementos que podem ser questionados: vícios formais na lavratura do auto, falha na notificação, ausência de identificação do condutor infrator, transferência de responsabilidade ao novo proprietário ou condutor, desproporcionalidade da penalidade.

Com base nessas informações, o Tran-7 estrutura a peça conectando os fatos aos dispositivos legais aplicáveis, CTB, resoluções do Contran, súmulas do STJ e princípios constitucionais de forma coerente com o tipo de recurso ou ação. 

Um recurso administrativo ao Detran tem estrutura diferente de uma ação judicial anulatória: os fundamentos, o rito e os pedidos são organizados de acordo com cada instância.

Prazos, ritos e instâncias: o que o advogado de trânsito precisa dominar

O Direito de Trânsito tem uma característica que poucos advogados de outras áreas enfrentam com a mesma intensidade: o rito recursal é escalonado, com prazos distintos em cada instância, e o erro em uma etapa pode inviabilizar a defesa nas seguintes.

Na via administrativa, o prazo para apresentação de defesa prévia ao auto de infração é de 15 dias contados da notificação. Após a aplicação da penalidade, abre-se novo prazo de 30 dias para recurso à Junta Administrativa de Recursos de Infrações, a Jari. Da Jari, cabe recurso ao Cetran ou ao Contran, dependendo do órgão autuador, com prazo de 30 dias.

Em processos de suspensão ou cassação da CNH, o prazo para recurso é de 30 dias após a notificação, e o efeito suspensivo precisa ser requerido expressamente, caso contrário, a penalidade começa a ser cumprida durante o julgamento.

Esse escalonamento exige que o advogado tenha clareza sobre em qual instância está atuando, qual o órgão competente para receber o recurso e quais os fundamentos admitidos em cada fase. 

O Tran-7 foi desenvolvido para organizar a peça dentro dessa estrutura, identificando os dispositivos e os argumentos adequados à instância em que o caso se encontra.

Modelo de recurso administrativo contra suspensão da CNH

Para demonstrar na prática como o Tran-7 pode auxiliar na elaboração de peças jurídicas, apresentamos abaixo um modelo de recurso administrativo contra suspensão do direito de dirigir por excesso de pontos, estruturado com o apoio do agente de inteligência artificial da ADVBOX.

MODELO DE RECURSO ADMINISTRATIVO – SUSPENSÃO DA CNH – PONTOS EXCEDIDOS – NOVO PROPRIETÁRIO DA MOTOCICLETA

ILUSTRÍSSIMO SENHOR DIRETOR DO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO – DETRAN DO ESTADO DO [[UF do cliente]].

[[Nome do cliente]], [[Nacionalidade do cliente]], [[Estado civil do cliente]], [[Profissão do cliente]], [[Sexo do cliente]], nascido(a) em [[Data de nascimento do cliente]], inscrito(a) no CPF sob nº [[CPF/CNPJ do cliente]], RG sob nº [[RG do cliente]], residente e domiciliado(a) na [[Endereço do cliente]], [[Cidade do cliente]]/[[UF do cliente]], CEP XXXX, com endereço eletrônico [[E-mail do cliente]], vem respeitosamente à presença de Vossa Senhoria, com fundamento na Lei nº 9.503/97, interpor o presente

RECURSO ADMINISTRATIVO

referente ao Processo Administrativo supracitado, com fulcro nos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, artigo 5º, incisos XXXIII, XXXIV, alínea “a”, LIV, LV, da Constituição Federal de 1988, bem como os artigos 285, 286 e 288 do Código de Trânsito Brasileiro, Lei nº 9.503 de 23 de setembro de 1997, pelo que passa a expor:

I – PRELIMINARMENTE

Requer seja recebido o presente Recurso, aplicando o efeito suspensivo, e encaminhado ao órgão competente para o devido julgamento.

II – DOS FATOS

O requerente recebeu em sua residência a notificação em anexo (doc. XX) referente ao processo administrativo supracitado, onde este estava tendo sua suspensão do direito de dirigir em decorrência das infrações de trânsito cometidas no período de 12 (doze) meses, vindo a somar mais de 20 (vinte) pontos em sua habilitação.

Ocorre que o autuado não cometeu as infrações constantes nos AITs de nºs XX, isso porque não assinou nenhum Auto de Infração (art. 282, CTB) pessoalmente.

Outrossim, o recorrente foi proprietário da motocicleta da marca XX, modelo XX, ano de fabricação XXX, modelo XX, placa XX, Estado do XX, conforme doc. XX.

Aos XX/MÊS/ANO, o requerente entrou em contato e trocou a referida moto por outra do modelo XX, sendo a troca reconhecida em Cartório de renome dessa Comarca.

Aos XX/MÊS/ANO, a referida motocicleta foi vendida para a pessoa de nome, conforme consta no documento XX.

O recorrente recebeu notificação via postal dos AITs de nºs XX, referentes à violação dos arts. 230, V, 162, I e 193 do Código de Trânsito Brasileiro, contudo, não obteve êxito ao protocolar o recurso sob o nº XX.

Nesse diapasão, conforme documentos supracitados e demais (doc. XX), resta comprovado que tais infrações foram cometidas na vigência do contrato de compra e venda firmado e registrado em Cartório, de modo que o(a) atual proprietário(a) estava na posse da motocicleta e a tinha em sua direção.

Há de se ver que tal pontuação deva ser excluída do somatório dos pontos do requerente, onde esta ao certo não deveria estar com 21 (vinte e um) conforme consta na notificação.

III – DO DIREITO

Cabe ao condutor e atual proprietário(a) da moto o apenamento e a responsabilização pelos Autos de Infração de Trânsito, conforme o disposto no art. 257, § 3º do Código de Trânsito Brasileiro:

“Art. 257. […] § 3º. Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados na direção do veículo.”

O Requerente foi penalizado sem o devido processo legal (inc. LIV, art. 5º, CF) e, via de consequência, com afronta aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa (inc. LV, art. 5º, CF), pelo que torna nulo de pleno direito o auto de infração que serviu de suporte para instauração do presente processo administrativo de suspensão do direito de dirigir do Requerente:

“No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração.” (STJ, Súmula nº 312)

IV – DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer:

a) Seja anulado e desconstituído o Auto de Infração acima referenciado, por ser de Direito e Justiça;

b) A produção de provas em direito admitidas.

Termos em que, pede deferimento.

[[Cidade do escritório]], XX/MÊS/ANO.

________________________ Nome Completo: RG:

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Erros comuns em recursos de Direito de Trânsito e como evitá-los

O Direito de Trânsito tem armadilhas procedimentais que comprometem recursos bem fundamentados. Conhecer os erros mais frequentes é parte da atuação preventiva do advogado. Veja abaixo quais são:

Perda de prazo por confusão entre as instâncias recursais

O escalonamento entre defesa prévia, recurso à Jari e recurso ao Cetran ou Contran tem prazos distintos e órgãos receptores diferentes. 

Confundir a instância ou protocolar fora do prazo encerra a via administrativa sem análise do mérito e dificulta a posterior anulação judicial.

Ausência de requerimento de efeito suspensivo

Em processos de suspensão da CNH, o efeito suspensivo precisa ser requerido expressamente no recurso. 

Advogados que omitem esse pedido permitem que a penalidade seja executada durante o julgamento, mesmo que o recurso seja posteriormente provido.

Não identificar o condutor infrator nos autos de pontuação excessiva

Quando as infrações foram cometidas por outro condutor ou após a transferência do veículo, a defesa precisa demonstrar essa dissociação com documentação precisa, contrato de compra e venda registrado, identificação do condutor, histórico do veículo. Recursos que alegam a transferência sem comprovar documentalmente têm baixa taxa de êxito.

Fundamentação genérica sobre nulidade do auto

Alegar nulidade do AIT sem especificar qual vício procedimental está sendo apontado é um dos erros mais comuns. 

O recurso precisa identificar com precisão se o problema é a ausência de notificação válida, a descrição genérica da conduta, a falha na identificação do agente autuador ou outro vício formal e conectar esse vício ao dispositivo legal correspondente.

O Tran-7 da ADVBOX auxilia na estruturação inicial desses recursos, organizando os fundamentos legais e os eixos de argumentação de forma coerente com a instância e o tipo de demanda, sempre com revisão final do advogado responsável.

O que muda na rotina do advogado de trânsito

O advogado que passa a usar o Tran-7 não deixa de fazer análise jurídica, mas passa a chegar nela com menos tempo perdido na etapa operacional. 

Organizar os fatos, identificar os dispositivos do CTB aplicáveis e montar a estrutura inicial do recurso são tarefas que o agente acelera. O que sobra é atenção para o que define o resultado: a leitura do AIT, a identificação do vício que sustenta a defesa e a construção do argumento adequado à instância em que o caso está.

Numa área onde o prazo começa a correr no momento da notificação, essa aceleração tem consequência direta na qualidade da peça entregue.

Conclusão

Para a maioria dos clientes que chegam ao advogado de trânsito, a CNH não é um documento, é o que permite trabalhar. Motoristas profissionais, entregadores, representantes comerciais: a suspensão do direito de dirigir tem consequência financeira imediata, e o prazo para revertê-la é curto.

Nesse contexto, a qualidade técnica do recurso e a velocidade de protocolo são o que separa o cliente que mantém a CNH do que a perde por uma defesa mal estruturada ou apresentada fora do prazo.

O Tran-7 existe para que o advogado chegue ao protocolo com uma peça bem fundamentada sem precisar construir tudo do zero a cada caso. Se você atua com recursos de trânsito, conheça o Tran-7 na plataforma ADVBOX.

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