Modelo de ação de regulamentação de visitas
Ação de visitas é o processo judicial que define as regras de convivência entre filhos e pais que não moram na mesma casa. Ela serve para estabelecer dias e horários fixos para que o contato com o menor aconteça de forma organizada. Todas as medidas devem ser pensadas de acordo com o que vai ser melhor para o desenvolvimento do menor.
Esse procedimento é fundamental para garantir que a criança mantenha laços afetivos saudáveis e seguros com ambos os genitores após uma separação. Quando as regras são oficializadas pela justiça, evitam-se conflitos desnecessários que podem prejudicar o desenvolvimento emocional do filho.
Neste texto, vamos explicar o funcionamento legal desta medida e mostrar como montar uma petição inicial completa para o seu escritório. Abordaremos desde a diferença entre guarda e visitas até os pedidos de urgência necessários para proteger o vínculo familiar. Acompanhe os próximos tópicos para dominar a estrutura dessa ação e garantir os direitos dos seus clientes com total segurança jurídica.
Modelo de ação de regulamentação de visitas
DOUTO JUÍZO DE UMA DAS VARAS DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE CIDADE-UF
Processo nº [número do processo]
[NOME DO CLIENTE], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador do Registro Geral nº [número do RG] e do Cadastro Nacional de Pessoas Físicas nº [número do CPF] residente e domiciliado na Rua [nome da rua], [Bairro], [CIDADE-UF], CEP: [número do CEP], e-mail [endereço de e-mail], Telefone: [número do telefone], vem, por seu Advogado (mandato incluso) com todo respeito e acatamento à presença de Vossa Excelência ajuizar
AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA
De seu filho [nome do filho], menor impúbere, nascido dia em [DATA], CPF [número do CPF] em face de [Nome completo], RG [número do RG] e CPF [número do CPF] desconhecidos, residente e domiciliada na Avenida [nome da rua], [Bairro], apartamento [número], [CIDADE-UF], CEP [número do CEP], pelos fatos e fundamentos que passa a expor
DOS FATOS E FUNDAMENTOS
O autor é pai do menor [nome do filho] conforme se depreende da certidão de nascimento acoplada aos autos.
Ocorre que após a separação com [nome da mãe] a situação de visitas do pai ao menor ficou insustentável.
Não existe diálogo entre as partes cabendo ao autor buscar o judiciário a fim de que estipule datas e horários para as visitas.
DA REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS
É direito fundamental da criança e do adolescente ter consigo a presença dos pais, o carinho, a companhia e amizade e não se pode negar que é direito do autor poder desfrutar da convivência com a menor, e de lhe prestar visitas nos termos do art. 19 da Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente).Maria Berenice Dias (Manual de Direito das Família, 2011, p. 447) esclarece que:
“A visitação não é somente um direito assegurado ao pai ou à mãe, é direito do próprio filho de com eles conviver, o que reforça os vínculos paterno e materno-filial. (…) Consagrado o princípio proteção integral, em vez de regulamentar as visitas, é necessário estabelecer formas de convivência, pois não há proteção possível com a exclusão do outro genitor.”
De acordo com o acatado e no melhor interesse do menor, o autor entende e requer que seja regulamentada a visita da seguinte forma:
DITAR AS FORMAS COMO SERÁ AS VISITAS
Ainda, considerando os arts. 300 e seguintes do Novo Código de Processo Civil, requer a antecipação dos efeitos da tutela, inaudita altera parte, para que o requerente possa exercer de pronto seu direito de visita.
Ante o exposto, requer:
a) A antecipação dos efeitos da tutela de urgência (art. 300 do Novo CPC), inaudita altera parte, para que o autor exerça de pronto seu direito, nos termos delineados supra, porquanto presentes, como demonstrado acima os requisitos de verossimilhança das alegações, de prova inequívoca, bem como o fundado receio de dano irreparável;
c) A citação da ré, por correio (art. 246, I, do Novo CPC), para que compareça em audiência instrução e julgamento, a ser designada por este Douto Juízo, onde, se quiser, poderá oferecer resposta, sob pena de sujeitar-se aos efeitos da revelia (art. 344 do Novo CPC);
d) A intimação do ilustre representante do Ministério Público para intervir no feito ad finem (art. 178, II, do Novo CPC);
e) A concessão do benefício da Justiça Gratuita, nos termos das Constituição Federal (art. 5º, LXXIV) e da Lei n. 1.060/1950 (art. 2º, caput e parágrafo único)
f) A regulamentação do direito de visitas, conforme Título: Da Regulamentação de Visitas;
g) Seja fixada sanção pecuniária, com base no art. 814, do Novo CPC, no valor de metade do salário mínimo vigente, na eventualidade de a ré descumprir a decisão que antecipe os efeitos da tutela ou a sentença de mérito.
h) O autor declara não ter interesse na designação de audiência de conciliação.
i) Após o trânsito em julgado requer a certidão dos Honorários do convênio da Defensoria em seu teto máximo.
Que ao final seja julgada Totalmente Procedente a demanda com as condenações de praxe.
Dá-se à causa o valor de R$ [Valor numérico] (REAIS).
Termos em que,
Pede Deferimento.
[CIDADE], [DIA], [MÊS], [ANO].
ADVOGADO
OAB Nº
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O que é ação de regulamentação de visitas?
A ação de regulamentação de visitas é um instrumento judicial para definir dias e horários em que o genitor não guardião ficará com o filho. Ela transforma o direito abstrato de convivência em uma regra clara e obrigatória para ambas as partes envolvidas.
Na prática, essa ação cria um calendário oficial que deve ser seguido à risca pelos pais para evitar brigas constantes. Ela define exatamente onde a criança será buscada, em quais feriados ficará com cada um e como funcionará o período das férias. Dessa forma, a criança mantém o vínculo com ambas as partes e os pais também podem se organizar de acordo com o calendário.
Essa medida evita que o contato com a criança dependa da vontade exclusiva de apenas um dos pais ou de acordos verbais frágeis. Nessa ação, o foco principal não é o desejo dos adultos, mas sim o direito da criança de receber afeto e cuidado contínuos dos dois genitores.
Quando é necessário propor ação de regulamentação de visitas?
Propor essa ação é necessário quando os pais não chegam a um acordo amigável ou quando um deles impede o acesso ao menor. O juiz deve intervir para fixar um cronograma que ofereça segurança jurídica e estabilidade emocional para o filho. A falta de regras definidas gera brigas constantes e causa um desgaste psicológico em todos da família.
Ao oficializar as visitas, o advogado protege seu cliente e garante que a criança não sofra com o afastamento injustificado. Para isso, existem situações práticas onde o processo judicial se torna o caminho mais seguro para restabelecer os laços familiares. Confira os pontos abaixo e entenda os motivos que levam ao ajuizamento dessa ação:
- Ausência de consenso após a separação: ocorre quando os pais não conseguem definir sozinhos os horários de convivência logo após o término;
- Descumprimento de acordos prévios: acontece quando existe um combinado verbal, mas o guardião começa a criar obstáculos para a visitação;
- Risco de alienação parental: quando um dos genitores tenta afastar o outro da vida da criança através de manipulações e mentiras;
- Negativa de contato com avós: quando os pais proíbem injustificadamente que os avós participem da vida e do crescimento dos netos.
Qual a diferença entre guarda e regulamentação de visitas?
A principal diferença está ligada à responsabilidade sobre as decisões da vida do menor e ao tempo de permanência física. A guarda define quem possui a responsabilidade legal e a gestão da rotina diária do menor. Já a regulamentação de visitas organiza os períodos de convivência, para quem não mora na mesma residência do filho.
Muitas pessoas confundem os termos, mas é possível ter guarda compartilhada e, ainda assim, precisar regulamentar o tempo de cada um. A lei busca separar as decisões importantes sobre a vida do menor do direito básico de estar presente fisicamente.
Na prática, a guarda determina quem decide sobre escola, saúde e moradia, enquanto a visitação garante que o vínculo afetivo seja mantido através de encontros programados. Mesmo que a guarda seja compartilhada, a regulamentação de visitas ainda é necessária para estipular o cronograma de convivência e evitar conflitos.
Como estruturar um modelo de ação de regulamentação de visitas?
Para estruturar a ação é preciso organizar a petição em seções que detalhem a qualificação das partes, a narrativa dos fatos, os fundamentos jurídicos e os pedidos específicos. Essa organização lógica facilita o entendimento do magistrado sobre a real necessidade da criança e a urgência da regulamentação do convívio.
A elaboração de uma petição de regulamentação de visitas exige rigor técnico e profunda sensibilidade aos princípios de proteção do menor. O documento deve ser construído de uma forma que facilite a compreensão do juiz sobre o litígio familiar e as necessidades da criança.
Para isso, o modelo normalmente é fatiado em seções lógicas, que englobam desde as formalidades processuais até os detalhes práticos da convivência. Acompanhe abaixo os passos principais dessa estruturação, para que você possa montar uma peça vencedora.
Endereçamento e Qualificação
A peça deve ser endereçada ao Juízo da Vara de Família do local onde a criança reside atualmente. É preciso qualificar as partes com todos os dados pessoais e indicar a representação por um advogado devidamente habilitado.
Dos Fatos
Nesta parte, o advogado narra a história da família e explica o motivo real que gerou o conflito de convivência. É o momento de provar o vínculo biológico e descrever as dificuldades enfrentadas pelo genitor para ver o filho.
Do Direito e da Convivência
Aqui se apresenta a fundamentação legal baseada no Código Civil e na Constituição Federal para sustentar o pedido de visitas. Deve-se enfatizar que o convívio é um direito da criança e essencial para o seu pleno desenvolvimento emocional.
Da Proposta de Regulamentação
Este é o coração da ação, onde o autor sugere os dias, horários e locais para a retirada e devolução do menor. Deve incluir regras para feriados, aniversários, férias escolares e datas comemorativas, como Dia dos Pais e das Mães.
Dos Pedidos Finais
O encerramento deve listar todos os requerimentos, como a citação do réu e a participação do Ministério Público no processo. Também se pede a procedência da ação para confirmar o regime de visitas e a fixação de honorários.
É possível pedir tutela de urgência na ação de regulamentação de visitas?
Sim, a tutela de urgência é possível quando o afastamento prolongado pode causar danos emocionais irreparáveis à criança ou ao adolescente. Na prática, a tutela de urgência funciona como uma decisão rápida do juiz que define visitas provisórias logo no início da ação judicial.
Ela é usada quando existe um risco real de alienação parental ou quando o menor está sofrendo pela falta de contato com o genitor. O juiz pode conceder uma decisão liminar para autorizar as visitas antes mesmo do fim do processo judicial.
Para isso, o advogado deve provar que o direito é evidente e que há risco real na demora da decisão definitiva. Essa ferramenta é vital para combater casos de alienação parental onde o vínculo está sendo destruído de forma rápida.
O que fazer quando o regime de visitas não é cumprido?
Quando o regime fixado pelo juiz não é cumprido, o advogado deve informar o descumprimento imediatamente nos autos do processo original. É necessário apresentar provas, como mensagens ou registros, que confirmem a negativa injustificada de acesso à criança.
Quando isso acontece, o Poder Judiciário pode aplicar multas diárias pesadas contra o genitor que cria obstáculos para a realização das visitas programadas. Em situações extremas, o juiz pode até determinar a busca e apreensão do menor ou alterar a guarda.
Conclusão
A regulamentação de visitas é uma ferramenta essencial para garantir que o afeto prevaleça sobre os conflitos entre os pais. Ela protege o direito fundamental da criança de crescer com a presença e o apoio de toda a sua família. O que contribui para o desenvolvimento saudável do menor e para que não haja cortes no laço familiar.
A ação de regulamentação de visitas é o documento mais importante desse processo. Ter um modelo bem estruturado e fundamentado permite que o advogado atue com rapidez e segurança em casos tão sensíveis. Nestes casos, a técnica jurídica deve servir sempre para promover a paz e o equilíbrio no ambiente familiar dos clientes.
O uso da tecnologia e de sistemas organizados facilita a criação dessas peças e o acompanhamento dos prazos processuais. Isso garante que nenhuma criança fique desamparada por falhas na gestão de documentos ou falta de agilidade técnica.
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