Fami-2: agente de IA para petições e análise de casos de Direito de Família

O Direito de Família está entre as áreas mais sensíveis da advocacia, pois envolve relações pessoais, conflitos emocionais e decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.

Demandas como divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos e regulamentação de visitas exigem petições bem elaboradas, com clareza na exposição dos fatos, organização das informações e atenção às particularidades de cada caso. Ao mesmo tempo, os clientes esperam respostas cada vez mais rápidas.

Para apoiar esse trabalho, ferramentas de inteligência artificial, como os agentes jurídicos, passam a atuar na organização dos documentos do caso e na estruturação das peças. 

Ao longo deste texto, vamos mostrar como o Fami-2, agente de Direito de Família da Law X, pode auxiliar advogados nessa rotina.

O que são os agentes jurídicos da Law X?

Os agentes jurídicos são inteligências artificiais desenvolvidas para auxiliar advogados na análise de casos e na elaboração de documentos jurídicos. 

A Law X, motor de inteligência jurídica da ADVBOX, reúne 19 agentes especializados, cada um voltado para a linguagem e as particularidades de uma área do Direito.

Esses agentes ajudam a organizar a narrativa, estruturar as teses e os pedidos e dar forma ao documento, reduzindo o tempo gasto na elaboração das peças, especialmente em demandas recorrentes.

Como funciona o agente de Família?

O Fami-2 oferece dois serviços: a geração de petições e a análise dos documentos do caso.

Geração de petições

O advogado seleciona o Fami-2 e o tipo de peça, como petição inicial, contestação ou apelação. Em seguida, descreve os fatos do caso, as partes envolvidas e o que pretende pedir.

Com base nessa narrativa, o agente propõe as teses jurídicas, cada uma com os dispositivos legais que a sustentam. Na tela de Informações Extra, ele sugere o tipo de ação adequado (por exemplo, exoneração de alimentos ou reconhecimento e dissolução de união estável), o juízo competente, as preliminares, as provas e o valor da causa.

O advogado pode editar, excluir ou incluir teses antes de gerar a peça final, que sai completa e formatada, com fatos, fundamentos e pedidos. O documento pode ser baixado em Word ou ajustado em conversa com o agente.

Análise dos documentos do caso

Em ações de família, o volume de material costuma ser grande: certidões, comprovantes de renda, extratos, prints e áudios de conversas, relatórios escolares. O Fami-2 lê esses arquivos (PDF, Word, planilhas, imagens, áudio e vídeo, até 50 MB cada) e organiza o caso em:

  • Memorial de fatos, com cada informação ligada ao documento de origem;
  • Linha do tempo, útil para reconstruir o início e o fim de uma união estável ou o histórico de pagamentos de pensão;
  • Análise probatória, separando o que está comprovado do que é apenas alegado;
  • Contradições e lacunas, como uma renda declarada que não bate com os extratos;
  • Ações sugeridas, com nível de confiança e o que ainda falta comprovar.

Se o cliente já está cadastrado na ADVBOX, os documentos da nuvem entram na análise automaticamente.

Para que serve o agente de Família?

O Fami-2 pode ser utilizado em diferentes demandas familiares, ajudando na estruturação de petições e manifestações processuais a partir das informações e dos documentos inseridos pelo advogado. Entre as principais aplicações estão:

Entre as principais aplicações do agente estão:

  • Pedidos de pensão alimentícia;
  • Ações de guarda de filhos;
  • Regulamentação de visitas;
  • Execução, revisão e exoneração de alimentos;
  • Reconhecimento ou dissolução de união estável.

Essas demandas são elaboradas a partir das 8 peças base da Law X: petição inicial, contestação, réplica, contrarrazões, apelação, recursos, agravo de instrumento e parecer jurídico. O que adapta cada peça ao caso é a narrativa do advogado e o tipo de ação que o agente sugere.

Exemplo de petição feita com o agente de Família

A seguir, apresentamos um modelo de ação de exoneração de alimentos elaborado com o apoio do Fami-2, o agente de peticionamento da ADVBOX voltado ao Direito de Família:

Modelo de ação de exoneração de alimentos 

___ª VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE ___ DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE ___

[Nome do Autor], [Nacionalidade do Autor], [Estado Civil do Autor ou Natureza Jurídica], [Profissão do Autor ou Atividade Principal], inscrito no [CPF/CNPJ] sob o nº [CPF/CNPJ do Autor], com endereço eletrônico em [Endereço Eletrônico do Autor], residente e domiciliado em [Endereço do Autor], por intermédio de seu advogado abaixo assinado, conforme instrumento de procuração em anexo, onde receberá intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente:

AÇÃO DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS

em face de [Nome do Réu], [Nacionalidade do Réu], [Estado Civil do Réu ou Natureza Jurídica], [Profissão do Réu ou Atividade Principal], inscrito no [CPF/CNPJ] sob o nº [CPF/CNPJ do Réu], com endereço eletrônico em [Endereço Eletrônico do Réu], residente e domiciliado em [Endereço do Réu].

Dos Fatos

Na data de (xxx), através do processo nº (xxx), Ação de Separação Consensual, que tramitou perante este I. Juízo, foi estabelecido, mediante termo de ratificação em anexo, que o REQUERENTE, genitor, contribuiria para o sustento de seu filho, ora REQUERIDO na presente demanda, com o valor mensal correspondente a (xxx)% de seus rendimentos líquidos.

É imperioso destacar que, até a presente data, o REQUERENTE tem cumprido rigorosamente com sua obrigação alimentar, efetuando o pagamento pontual da pensão devida, a qual é recebida pela genitora do REQUERIDO.

Entretanto, a situação fática subjacente à obrigação alimentar sofreu alterações substanciais que, inequivocamente, justificam a presente pretensão. O REQUERIDO, conforme se depreende da cópia da certidão de nascimento inclusa, atingiu a maioridade civil, marco que, por si só, impõe uma reavaliação da necessidade de subsistência mediante auxílio paterno. Ademais, e de forma ainda mais relevante, o REQUERIDO não se encontra frequentando estabelecimento de ensino superior, o que afasta a tese de que a pensão alimentícia se destina à sua formação educacional, requisito este frequentemente considerado para a prorrogação da obrigação para além da maioridade. Em suma, o REQUERIDO já não faz jus ao percebimento da pensão alimentícia, não devendo, portanto, ser mantido na condição de credor de alimentos de seu genitor.

Agrava a situação e torna a exoneração ainda mais urgente o fato de que o REQUERENTE encontra-se, atualmente, em condições de saúde precárias. Necessita, com urgência, iniciar tratamento médico contínuo, que demanda a aquisição de medicamentos assaz custosos. Lamentavelmente, a continuidade no pagamento da pensão alimentícia tem representado um obstáculo intransponível para que o REQUERENTE possa arcar com os custos de seu tratamento, comprometendo sua própria saúde e bem-estar. Assim, o REQUERENTE nutre a esperança de que, com a exoneração desta obrigação, possa, finalmente, dar início ao tratamento de que tanto necessita.

Do Direito

No que concerne ao mérito, é imprescindível destacar os seguintes fundamentos de fato e de direito. A presente argumentação visa demonstrar a necessidade de revisão e exoneração da obrigação alimentar, com base em alterações fáticas e legais supervenientes.

Revisão e Exoneração da Obrigação Alimentar

Em sede de preliminar argumentativa, cumpre assentar a natureza intrinsecamente dinâmica da obrigação alimentar, a qual, embora erigida sob o pilar da solidariedade familiar, não se reveste de caráter perpétuo ou imutável. Sua conformação jurídica, alicerçada no princípio da mútua assistência entre parentes, está intrinsecamente vinculada à persistência do binômio necessidade-possibilidade, elemento este que, quando alterado de forma superveniente, autoriza a revisão do encargo alimentar. Tal premissa encontra arrimo expresso no Art. 1.699 do Código Civil, norma que confere ao interessado a prerrogativa de postular a exoneração, redução ou majoração da prestação alimentar, sempre que houver modificação substancial nas condições financeiras de quem a supre ou de quem a recebe.

No caso em apreço, a análise dos fatos revela uma alteração fática de magnitude que impõe a readequação do encargo alimentar. Primeiramente, destaca-se que a obrigação em questão teve sua origem em processo anterior de Separação Consensual, no qual o REQUERENTE comprometeu-se a contribuir com (xxx)% de seus rendimentos líquidos, estando, ademais, em dia com os aludidos pagamentos. Contudo, o REQUERIDO já atingiu a maioridade civil, marco este que, por si só, já sinaliza uma transição para a plena capacidade civil e, consequentemente, para a autossuficiência. Essa presunção de cessação da necessidade é corroborada pela ausência de frequência do REQUERIDO em estabelecimento de ensino superior, o que descaracteriza a subsistência daquele dever alimentar que se estende para fins de formação profissional.

Em contrapartida, a situação do REQUERENTE sofreu uma modificação drástica e desfavorável em sua capacidade de prover o sustento. O REQUERENTE encontra-se acometido por grave condição de saúde, a qual demanda o uso contínuo de medicamentos de alto custo, cujo valor compromete sua própria subsistência e sua capacidade financeira. A impossibilidade de aquisição desses fármacos, por ausência de condições financeiras, evidencia uma alteração significativa na sua “situação financeira de quem os supre”, conforme preceitua o dispositivo legal supramencionado. A conjunção desses fatores – a cessação da necessidade do REQUERIDO e a acentuada diminuição da possibilidade do REQUERENTE – configura uma desproporção gritante em relação ao binômio que justificou a fixação inicial da pensão, impondo-se, pois, a revisão e, por consequência, a exoneração da obrigação alimentar.

Por conseguinte, as alterações fáticas e jurídicas supervenientes, consubstanciadas na cessação da necessidade do alimentando e na alteração da possibilidade do alimentante, autorizam inequivocamente a revisão e a consequente exoneração da obrigação alimentar, em plena consonância com o amparo legal conferido pelo Art. 1.699 do Código Civil.

Cessação da Obrigação Alimentar com a Maioridade e Capacidade Laborativa

Neste diapasão, a obrigação alimentar, embora primordial para a garantia da subsistência e o fomento à educação, especialmente em face de beneficiários menores de idade, não se reveste de caráter perene. A edificação legal da prestação de alimentos, mormente em sua vertente civil, assenta-se na necessidade, e esta, por sua vez, é intrinsecamente vinculada à capacidade de autossustento. O Código Civil, ao estender as disposições atinentes aos alimentos aos maiores incapazes em seu artigo 1.690, por via de inferência lógica e teleológica, delineia um contorno para a cessação da obrigação em relação aos maiores plenamente capazes.

No caso em tela, o REQUERIDO já atingiu a plena capacidade civil, marco que, por si só, impõe uma reavaliação da presunção de necessidade que outrora amparava a concessão do encargo alimentar. A maioridade civil, em consonância com o princípio da presunção de capacidade laborativa, desloca o ônus probatório para quem postula a continuidade do benefício, exigindo a demonstração inequívoca da subsistência da condição de necessitado. Ademais, a realidade fática aponta que o REQUERIDO encontra-se laboralmente ativo, percebendo remuneração própria, o que, de maneira inconteste, desvirtua a finalidade precípua da pensão alimentícia, qual seja, suprir uma carência que ele próprio já é capaz de prover.

A ausência de matrícula em estabelecimento de ensino superior, fato que não se encontra demonstrado nos autos, reforça a premissa de que o REQUERIDO não se enquadra nas exceções que justificariam a prorrogação da obrigação alimentar para além da maioridade civil. Sem a comprovação de uma necessidade excepcional, como a continuidade de estudos em nível superior que impeça o labor, ou a incapacidade para o trabalho, a manutenção do encargo alimentar torna-se desprovida de fundamento legal e fático, configurando onerosidade desproporcional e injustificada ao alimentante. Assim sendo, a conjunção da maioridade civil, da capacidade laborativa demonstrada pela percepção de remuneração própria e da ausência de comprovação de frequência em ensino superior desfazem a presunção de necessidade que fundamentava a pensão, tornando a manutenção do encargo desnecessária e, portanto, passível de exoneração.

Imprescindibilidade da Exoneração para Garantir a Subsistência do Alimentante

Em última análise, a própria tessitura do instituto alimentar, tal como delineado no ordenamento jurídico pátrio, repousa sobre a premissa da reciprocidade e da proporcionalidade, garantindo que a obrigação de prover o sustento alheio não se erija em detrimento do mínimo existencial do próprio alimentante. Assim, a análise do binômio necessidade-possibilidade, insculpido no Art. 1.695 do Código Civil, impõe um cotejo criterioso, sob pena de se desvirtuar a finalidade da norma e se impor um ônus desproporcional.

No presente caso, a condição de saúde do REQUERENTE, que se encontra precária, impõe um ônus financeiro substancial, demandando o uso de medicamentos de alto custo, cujo acesso lhe é, presentemente, vedado pela ausência de condições econômicas. Essa conjuntura fática, devidamente atestada pelos documentos médicos e prescrições anexas, configura uma situação de extrema necessidade pessoal, que compromete severamente sua própria subsistência e dignidade. A expectativa do REQUERENTE é que, com a exoneração da obrigação alimentar, possa finalmente prover os recursos necessários ao seu tratamento, salvaguardando sua saúde e bem-estar.

A continuidade da prestação alimentar, nas circunstâncias atuais, redundaria em um desfalque indevido e insustentável dos escassos recursos de que dispõe o REQUERENTE, impedindo-o de suprir suas próprias necessidades básicas e, mormente, de custear o tratamento médico indispensável à sua recuperação. Tal cenário transgride frontalmente o espírito da lei, que veda a imposição de um encargo que desfalque o necessário para a própria mantença do obrigado.

Em face do exposto, resta inequívoco que a alteração drástica na situação do REQUERENTE, decorrente de sua precária condição de saúde e da consequente impossibilidade de arcar com os custos de seu tratamento, torna a manutenção da obrigação alimentar um sacrifício desproporcional e insustentável. A exoneração, portanto, emerge como medida imperativa e necessária para garantir a subsistência digna e o acesso ao tratamento de saúde do REQUERENTE, em estrita observância aos ditames legais e ao princípio da dignidade da pessoa humana.

Dos Pedidos

Diante do acima exposto, e dos documentos acostados, é a presente ação para requerer os seguintes pleitos:

A citação do REQUERIDO para, querendo, apresentar contestação no prazo legal.

A produção de todas as provas em direito admitidas, especialmente documental, testemunhal e pericial.

A exoneração da obrigação alimentar do REQUERENTE para com o REQUERIDO.

A condenação do REQUERIDO ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

Dá-se à causa o valor de [Valor da Ação], conforme o art. 292 do Código de Processo Civil.

Termos em que pede deferimento.

Local, Data.

Assinatura do Advogado

Como o agente de Família pode ajudar na produtividade? 

A produtividade no Direito de Família está diretamente ligada à capacidade de lidar com demandas urgentes, múltiplos pedidos no mesmo processo e um alto volume de informações sensíveis.

Isso porque é comum que um único caso envolva, ao mesmo tempo, divórcio, guarda, alimentos e regulamentação de visitas, exigindo do advogado organização, clareza e precisão na construção da peça.

Nesse contexto, o Fami-2 atua em duas etapas que costumam consumir mais tempo. Na análise, transforma históricos longos, documentos diversos e conversas em um memorial de fatos e uma linha do tempo, com as provas e as lacunas identificadas. Na redação, organiza os fatos, separa os pedidos e entrega a peça estruturada.

Com a parte operacional mais ágil, as atividades que dependem de análise, estratégia e sensibilidade humana passam a receber mais atenção do advogado.

O Fami-2 substitui o advogado de família?

Não. O Fami-2 entrega a primeira versão estruturada da peça. A escuta do cliente, a estratégia do caso, a condução de acordos e a revisão final continuam com o advogado. Em Família, isso pesa ainda mais: o mesmo pedido pode exigir abordagens muito diferentes conforme a dinâmica de cada família.

Antes de protocolar, vale conferir:

  • Os fatos narrados batem com o que a fundamentação afirma?
  • Os artigos citados tratam mesmo do tema indicado?
  • O foro está correto, inclusive a regra do domicílio do alimentando?
  • Há pedido de tutela de urgência quando a narrativa indica urgência?
  • O valor da causa segue o critério do art. 292 do CPC para o tipo de ação?
  • A tramitação em segredo de justiça está sinalizada na peça (art. 189, II, do CPC)?

Conclusão

A inteligência artificial tem se consolidado como um dos grandes avanços aplicados ao setor jurídico, especialmente na otimização de tarefas que fazem parte da rotina dos escritórios.

No Direito de Família, onde há múltiplos pedidos, informações sensíveis e demandas urgentes, o Fami-2 oferece suporte da análise dos documentos à estruturação da peça. Assim, o advogado direciona seu tempo para a estratégia e para o cuidado que cada família exige.

Dos comprovantes de renda às conversas do cliente, o Fami-2 transforma a documentação do caso em uma petição de família estruturada, pronta para a sua revisão.

Banner promocional da LawX, com imagem de um robô humanoide e o texto sobre os Super Agentes de Petições especializados por área do Direito, com botão "Quero mais informações".

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