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Direito

Tutela antecipada: o que é quanto tempo dura e o que acontece depois

Tutela antecipada: o que é quanto tempo dura e o que acontece depois

A tutela antecipada é um dos instrumentos mais importantes do processo civil brasileiro, pois permite que o juiz antecipe, de forma provisória, os efeitos de uma decisão final. Esse mecanismo existe para evitar que o tempo do processo cause prejuízos graves ou irreversíveis às partes envolvidas.

A tutela antecipada garante maior efetividade à prestação jurisdicional, especialmente em situações urgentes, em que aguardar o julgamento definitivo pode tornar o direito inútil. Por isso, compreender como ela funciona, quanto tempo dura e o que acontece após sua concessão é essencial para advogados e jurisdicionados.

Neste artigo, você vai entender o que é tutela antecipada, quais são seus tipos, como funciona o procedimento no Novo CPC e quais são os efeitos práticos dessa medida no processo judicial.

Quais são os tipos de tutela?

O Código de Processo Civil de 2015 reorganizou o sistema das tutelas provisórias, criando uma classificação mais clara e funcional. Atualmente, as tutelas se dividem em tutela de urgência e tutela de evidência.

Ambas têm como objetivo garantir a efetividade do processo, mas se diferenciam pelos requisitos exigidos e pela situação em que são aplicadas.

O que é tutela de urgência?

A tutela de urgência é concedida quando há risco concreto de dano ou prejuízo ao resultado útil do processo. Ela exige dois requisitos fundamentais: a probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao resultado do processo.

Esse tipo de tutela é muito utilizado em ações que envolvem saúde, fornecimento de medicamentos, bloqueio de valores, suspensão de cobranças indevidas e preservação de bens.

Tutela de urgência cautelar

A tutela de urgência cautelar tem como finalidade proteger o processo, garantindo que o resultado final possa ser efetivamente alcançado. Ela não antecipa o direito em si, mas assegura que ele não seja frustrado.

São exemplos comuns o bloqueio de bens, a indisponibilidade de valores e a preservação de provas. Aqui, o foco é evitar que o réu comprometa o resultado do processo.

Tutela de urgência antecipada

Já a tutela de urgência antecipada antecipa, total ou parcialmente, os efeitos da decisão final. Ou seja, o autor passa a usufruir do direito antes do julgamento definitivo.

É nesse contexto que surge a tutela antecipada, permitindo que o juiz conceda imediatamente aquilo que, em tese, só seria garantido ao final do processo.

O que é tutela de evidência?

A tutela de evidência é concedida quando o direito do autor é tão claro que dispensa a demonstração de perigo de dano. Nesses casos, a prova é robusta e a defesa do réu é manifestamente infundada.

Ela é comum em situações com jurisprudência pacificada, abuso do direito de defesa ou quando o pedido se baseia em prova documental incontestável.

O que é um processo de tutela antecipada?

Um processo de tutela antecipada é o procedimento judicial em que a parte autora solicita ao juiz a antecipação provisória dos efeitos da decisão final, antes do julgamento definitivo da causa.

Esse tipo de processo é utilizado quando a demora natural do Judiciário pode causar prejuízo grave, irreparável ou tornar ineficaz o direito discutido. Por isso, a análise do pedido ocorre com base em cognição sumária, ou seja, a partir de indícios e provas iniciais.

No processo de tutela antecipada, o juiz avalia principalmente dois elementos: a probabilidade do direito alegado e o risco de dano ou prejuízo ao resultado útil do processo. Estando esses requisitos presentes, a medida pode ser concedida imediatamente.

A tutela antecipada pode ser requerida tanto no início da ação, em caráter antecedente, quanto no curso do processo, incidentalmente, sempre com o objetivo de garantir efetividade à prestação jurisdicional.

Tutela antecipada: quanto tempo demora?

A tutela antecipada pode ser concedida em poucas horas ou dias, dependendo do grau de urgência do caso e da clareza das provas apresentadas.

Não existe um prazo fixo previsto em lei para a análise do pedido. O que determina a velocidade da decisão é a demonstração do risco de dano e da probabilidade do direito alegado.

Em situações de urgência extrema, como casos de saúde ou suspensão de atos imediatos, o juiz pode decidir liminarmente, inclusive antes da oitiva da parte contrária.

Quais as alterações na tutela antecipada com o Novo CPC?

As alterações na tutela antecipada com o Novo CPC consistem na unificação das tutelas provisórias e na criação de regras mais claras para sua concessão, duração e efeitos.

O Código de Processo Civil de 2015 passou a tratar a tutela antecipada como espécie de tutela provisória, ao lado da tutela cautelar e da tutela de evidência.

Além disso, o Novo CPC introduziu a possibilidade de estabilização da tutela antecipada concedida em caráter antecedente, caso não haja recurso da parte contrária.

Como é o procedimento da tutela antecipada no Novo CPC?

O procedimento da tutela antecipada no Novo CPC ocorre mediante requerimento fundamentado da parte, com demonstração da probabilidade do direito e do risco de dano ou prejuízo ao processo.

O pedido pode ser feito de forma antecedente, no início da ação, ou incidental, durante o andamento do processo. Em ambos os casos, o juiz analisa o pedido em cognição sumária.

Após a concessão, a parte contrária pode contestar, recorrer ou cumprir a decisão, e o processo segue para julgamento do mérito.

Quanto tempo dura a tutela antecipada?

A tutela antecipada dura enquanto permanecerem os requisitos que justificaram sua concessão ou até a prolação da decisão final do processo.

Por se tratar de medida provisória, ela pode ser revista, modificada ou revogada a qualquer momento pelo juiz, caso haja mudança no contexto fático ou jurídico.

Em muitos casos, a tutela antecipada permanece eficaz até a sentença, quando é confirmada ou revogada definitivamente.

O que acontece depois da tutela antecipada?

Depois da tutela antecipada, o processo continua normalmente para a análise completa do mérito da causa.

A concessão da tutela não encerra o processo, nem substitui a sentença final. Ela apenas antecipa, de forma provisória, os efeitos da decisão que será tomada ao final.

Ao final do processo, o juiz pode confirmar a tutela antecipada, tornando seus efeitos definitivos, ou revogá-la, com eventual reversão dos efeitos produzidos.

Qual o valor da tutela antecipada?

O valor da tutela antecipada não é um custo fixo, mas a antecipação provisória de um direito, como o recebimento de um benefício, pagamento de valores ou cumprimento de uma obrigação.

Na prática, a tutela antecipada permite que o autor usufrua, antes da sentença final, do resultado econômico ou material que busca no processo. Por isso, ela está diretamente vinculada ao valor da causa ou ao proveito econômico discutido.

Apesar de não ter um “preço”, a tutela antecipada envolve custos processuais, como custas judiciais e honorários advocatícios, que variam conforme o caso concreto. Os honorários, em regra, ficam entre 10% e 20% do valor da causa ou da condenação, podendo ser reduzidos para até 5% quando o réu não apresenta contestação.

É importante destacar que, se ao final do processo o autor perder a ação, ele poderá ser obrigado a devolver os valores recebidos em razão da tutela antecipada, além de arcar com os encargos processuais correspondentes.

Conclusão

A tutela antecipada se consolidou como um instrumento essencial para garantir efetividade ao processo judicial, especialmente em situações nas quais o tempo pode gerar prejuízos irreversíveis. Ao antecipar os efeitos da decisão final, o Judiciário consegue responder com mais agilidade às demandas urgentes.

Entender quanto tempo dura a tutela antecipada, quais são seus efeitos e o que acontece após sua concessão é fundamental para uma atuação processual estratégica. Afinal, trata-se de uma medida provisória, que pode ser revista, modificada ou confirmada conforme o andamento do processo.

Por isso, acompanhar prazos, decisões e eventuais recursos relacionados à tutela antecipada exige organização e controle rigoroso. Uma gestão processual falha pode comprometer os efeitos da medida e gerar riscos desnecessários ao cliente e ao escritório.

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Autor
Foto - Eduardo Koetz
Eduardo Koetz

Eduardo Koetz é advogado, escritor, sócio e fundador da Koetz Advocacia e CEO da empresa de software jurídico Advbox.

Possui bacharel em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Possui tanto registros na Ordem dos Advogados do Brasil - OAB (OAB/SC 42.934, OAB/RS 73.409, OAB/PR 72.951, OAB/SP 435.266, OAB/MG 204.531, OAB/MG 204.531), como na Ordem dos Advogados de Portugal - OA ( OA/Portugal 69.512L).
É pós-graduado em Direito do Trabalho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2011- 2012) e em Direito Tributário pela Escola Superior da Magistratura Federal ESMAFE (2013 - 2014).

Atua como um dos principais gestores da Koetz Advocacia realizando a supervisão e liderança em todos os setores do escritório. Em 2021, Eduardo publicou o livro intitulado: Otimizado - O escritório como empresa escalável pela editora Viseu.

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