Modelo de resposta ao agravo de instrumento

A resposta ao agravo de instrumento é a defesa que protege a decisão que o juiz já deu a seu favor. Ela também é conhecida como contraminuta no meio jurídico. Você usa essa peça para mostrar que a decisão original está correta e não deve mudar. Assim, o tribunal entende o seu lado da história de forma clara.

Muitas vezes, a outra parte tenta reverter uma vitória sua logo no início do caso. Por isso, essa resposta é uma ferramenta vital para o advogado garantir o sucesso do cliente. Dessa forma, você evita surpresas negativas e mantém a segurança no processo. Parece complicado? Calma, vamos te explicar os detalhes dessa peça.

Neste texto, vamos explorar o conceito e a estrutura dessa peça processual tão importante. Além disso, você vai entender os prazos legais e o que não pode faltar no seu documento. Enfim, preparamos dicas valiosas para facilitar o seu dia a dia profissional. Continue a leitura e descubra tudo sobre o tema!

Modelo de resposta ao agravo de instrumento

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR, DIGNÍSSIMO RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0000000 ADICTO A 00ª CÂMARA CÍVEL DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE CIDADE-UF

Resposta ao agravo nº 00000000000 

NOME DA CLIENTE, brasileira, estado civil, do lar, residente e domiciliada na CIDADE-UF pelo Procurador infrafirmado, vem, com todo acatamento e respeito, à presença de Vossa Excelência, nos autos do agravo de instrumento (propriamente dito), onde figura como agravante, TAL, no prazo do artigo 1.019, I, do NCPC/2015, contrapor-se ao recurso deduzido, o fazendo pelas seguintes razões:

Pelo que reluz da peça de irresignação ofertada pelo agravante, tem-se que o mesmo se rebela quanto aos alimentos provisionais, fixados pelo Julgador singelo, balizados que foram em (10) dez salários mínimos, nos termos do despacho de folha 25 verso, dos autos da ação de dissolução de união estável. Vide cópia fotográfica autenticada em anexo.

 Para robustecer sua inconformidade no que tange aos alimentos arbitrados, na natividade da lide, exibe, o recorrente, como um troféu, seus ganhos, agora quantificados, na modestíssima casa dos R$ 000000000 (Vide demonstrativo de pagamento exibido à folha 00 dos autos principais, cujo cópia fidedigna vem exibida em anexo).

Entrementes, tem-se que o desiderato do agravante não deverá vingar, haja vista, ser defeso em lei, valer-se da própria torpeza para obtenção de vantagem, a qual não adviria se o recorrente, ao expor os fatos, respeitasse e seguisse o princípio estatuído no artigo 77, I, do NCPC/2015.

Em verdade, os ganhos auferidos pelo recorrente constam da declaração emitida pelo próprio à folha 18 dos autos principais (com reprodução em anexo), os quais avultam a casa dos R$ 0000000000 (REAIS) reais.

O demonstrativo de pagamento posterior, estampado à folha 00, mandado confeccionar sob minuta pelo recorrente – no que contou para tecer tal farsa com a “solidariedade” e conivência de seu empregador – nada mais representa que uma contrafação, na medida em que foi elaborado e engendrado no único escopo de servir de subsídio para a revisão dos alimentos fixados, redundando, tal artifício, em lesão direta ao direito da agravada e filho infante.

Gize-se, por mais uma vez, que os ganhos do recorrente, na qualidade de gerente comercial de firma TAL Ltda., são os declarados pelo próprio à folha 00, sendo inoperante a declaração ofertada a posterior, pelo agravante, o qual, conforme as conveniências, fixa – e ou manda fixar – seus ganhos, a seu bel alvedrio.

Demais, a permanecer a decisão proferida pela Eminente Desembargadora à folha 38 dos autos do agravo de instrumento, tem-se que a agravada e filho menor sofreram dano irreparável, na medida em que sequer possuirão verba para pagamento do locativo mensal, cifrado que está em R$ 00000 (REAIS). Tal dado é de tal ordem incontroverso, de sorte que não foi – e nem poderia ser – impugnado pelo recorrente, via agravo. (Vide documento nº 00 – instrumento procuratório que instruiu a exordial, em anexo).

Assim, à luz do documento subscrito de próprio punho pelo agravante, constante à folha 18 da exordial, tem-se que repor os alimentos ao statu quo ante, ou seja, no percentual arbitrado pelo Julgador monocrático, no intuito de assegurar-se e viabilizar-se uma vida digna a agravada e filho menor, enquanto permanecer a demanda instaurada, sob pena de, prevalecendo o quantum estatuído à folha 00, padecer a recorrida e filho infante de toda sorte de vicissitudes e contratempos, mormente, os vinculados à própria subsistência, a qual correrá risco, ante a ausência de recursos suficientes, para a aquisição da alimentação propriamente dita, bem como no que condiz com o pagamento do locativo.

Destarte, afigura-se imperiosa e necessária a manutenção dos alimentos fixados pelo digno e operoso Julgador Singular, cumprindo ser revista a decisão liminar de folha 38, revigorando-se, por imperativo, os alimentos em seu patamar primevo.

ISTO POSTO, REQUER:

I – Seja improvido o agravo e restabelecido os alimentos em seu quantum original, ou seja, em TANTOS salários mínimos, o que se postula, não tanto pelas razões retromencionadas, mas, mais e muito mais pelas que hão Vossas Excelências de aduzirem, com a peculiar cultura e proficiência, sobretudo as que serão expendidas pelo Preclaro Desembargador Relator do feito, em prol da tese sustentada pela agravada – qual seja, a de que sobeja capacidade econômica e financeira ao agravante, para pagamento dos alimentos fixados pelo Julgador a quo, nos termos da declaração de folha 00 – com o que estar-se-á realizando, perfazendo e assegurando, na gênese do verbo, a mais lídima e genuína JUSTIÇA!

Termos em que, 

Pede Deferimento.

CIDADE, 00, MÊS, ANO.

ADVOGADO

OAB Nº

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 O que é resposta ao agravo de instrumento?

A resposta ao agravo de instrumento é a manifestação do recorrido contra o recurso da outra parte. Ela serve para refutar os argumentos de quem recorreu no processo. Ou seja, você defende ativamente a decisão que o juiz de primeiro grau já tomou a seu favor. Assim, o tribunal superior escuta a sua versão antes de julgar.

Essa peça tem um papel muito importante na sua estratégia de sucesso. Ela fortalece a decisão inicial e neutraliza os ataques que o recurso trouxe. Contudo, ela não deve ser apenas uma discordância simples ou uma resposta genérica. É preciso usar argumentos sólidos, diretos e muito bem fundamentados.

O advogado deve montar essa defesa com muita técnica processual e cuidado. Visto que o tribunal vai ler os dois lados da história antes de decidir o destino do caso. Dominar esse conceito é o primeiro passo para garantir a vitória.

Quando apresentar contraminuta ao agravo?

Você deve apresentar a contraminuta logo após receber a intimação oficial sobre o recurso da outra parte. O juiz avisa o recorrido para que ele se defenda de forma adequada no processo. Então, esse é o momento exato para agir rápido e montar a sua peça. Afinal, você não pode perder a chance de falar nos autos.

O momento da intimação marca o início da sua responsabilidade no recurso. Além disso, a lei garante o seu direito de resposta para equilibrar a disputa judicial. Dessa forma, o processo se torna justo, igualitário e transparente para todos. Contudo, é preciso ficar muito atento aos avisos oficiais do tribunal.

Perder o momento certo pode custar a vitória final do seu cliente no tribunal. Devido a isso, um bom controle de prazos é fundamental na rotina do escritório.

O que deve constar na resposta ao agravo?

A resposta deve conter a síntese da decisão, a ausência de urgência, a defesa da legalidade e o pedido de manutenção. Esses elementos formam a base de uma defesa forte e eficiente para o seu cliente. Assim, você rebate todas as alegações que o recurso adversário trouxe. Logo, o tribunal entende rapidamente o cenário completo.

Cada parte do documento cumpre uma função bem específica na sua estratégia. Por exemplo, mostrar que não existe risco imediato enfraquece o pedido do seu adversário. Além disso, defender a lei garante que a decisão inicial foi justa e correta. Dessa forma, a sua argumentação fica completa e muito amarrada.

Estruturar bem a peça facilita a leitura e a compreensão do desembargador. Portanto, nós dividimos esses elementos essenciais nos tópicos abaixo para te ajudar. Vamos detalhar cada um deles para não errar na prática forense. Continue a leitura e conheça a estrutura ideal da sua peça.

Síntese da decisão agravada

A síntese apresenta o contexto dos fatos de forma curta e muito objetiva. Você deve explicar qual foi a decisão do juiz que a outra parte atacou no recurso. Isto é, mostre o cenário exato para o tribunal entender o caso desde o início. Assim, o julgador se situa rapidamente na disputa.

Não perca muito tempo escrevendo detalhes que não importam para o julgamento. Apenas indique o que o agravante quer mudar com o recurso dele. Além disso, mostre como o juiz analisou a questão de forma correta na primeira instância. Dessa forma, a sua introdução fica perfeita, limpa e bem direta.

Demonstração da ausência de urgência

O recurso costuma pedir um efeito suspensivo alegando muito perigo e risco de dano. Por isso, você precisa provar que esse perigo imediato não existe de verdade. Demonstre que o cenário do adversário não causa um dano irreparável na prática. Então, o tribunal não vai suspender a decisão inicial a favor dele.

Use as provas do processo para mostrar que a situação está controlada e segura. Muitas vezes, a outra parte apenas fala em prejuízo sem provar nada nos autos. Contudo, a lei exige provas reais de perigo urgente para mudar a decisão. Assim, o seu cliente fica totalmente protegido de liminares surpresas.

Defesa da legalidade da decisão

A defesa da legalidade mostra que o juiz aplicou a lei corretamente no seu caso. Você deve usar os artigos da legislação e a jurisprudência sempre a seu favor. Ou seja, prove que a decisão inicial respeita rigorosamente as normas do nosso país. Dessa forma, o tribunal percebe que não houve erro no julgamento.

Refute cada argumento do adversário com uma base legal muito forte e clara. Mostre que os casos antigos do tribunal apoiam plenamente a visão do seu cliente. Além disso, destaque os princípios jurídicos que protegem a decisão do juiz. Então, a sua peça ganha muito peso, coerência e credibilidade.

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Pedido de manutenção da decisão

O pedido final é o fechamento estratégico de toda a sua defesa jurídica. Aqui, você pede expressamente para o tribunal superior não aceitar o recurso. Bem como, você solicita que a decisão do juiz de primeiro grau continue válida. Assim, a sua vitória inicial se mantém firme no processo.

Seja muito claro e direto na hora de escrever os seus requerimentos finais. Também peça para a outra parte pagar as custas e os honorários do recurso. Em suma, não deixe de formular pedidos que fechem todas as portas para o adversário. Dessa forma, você conclui a peça com total segurança.

Qual o prazo para resposta ao agravo de instrumento?

O prazo para apresentar a resposta ao agravo é de exatos 15 dias úteis. O Código de Processo Civil define essa regra de forma bem clara no seu artigo 1.019. A contagem começa logo após a intimação oficial da parte agravada no processo. Ou seja, você tem três semanas corridas para preparar tudo.

Não se deve contar os finais de semana e os feriados nacionais nesse cálculo. Mesmo assim, o tempo passa rápido e exige muita organização do advogado. Por outro lado, perder esse prazo significa ficar sem defesa perante o tribunal. Devido a isso, o controle rigoroso da agenda processual é tão essencial.

Sempre anote o prazo no seu sistema logo que a intimação oficial chegar. Visto que atrasos operacionais podem destruir toda a estratégia que você criou para o cliente. Respeitar a lei garante a tranquilidade do seu trabalho diário. 

Conclusão

A resposta ao agravo de instrumento é a sua arma principal para manter as vitórias. Vimos que ela defende a decisão inicial contra os ataques da outra parte. Além disso, é preciso saber como estruturar os tópicos e cumprir o prazo legal de 15 dias. Dessa forma, sua atuação processual se torna muito mais técnica.

Uma boa peça de defesa precisa ser clara, legalmente fundamentada e muito objetiva. É essencial demonstrar que não existe urgência no recurso do seu adversário. Bem como, você deve pedir a manutenção da decisão no final do documento. Em suma, a organização inteligente dos argumentos é o segredo do sucesso.

Porém, gerenciar várias peças e prazos de 15 dias não é uma tarefa fácil. A rotina do advogado moderno exige muita atenção e ferramentas que facilitem o trabalho. Já que perder um prazo desses pode custar o processo inteiro do seu cliente. Por isso, a tecnologia é a melhor aliada do seu escritório hoje.

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