Modelo de procuração ad judicia et extra
O modelo de procuração ad judicia et extra é uma ferramenta indispensável para garantir representação ampla e eficiente em assuntos judiciais e extrajudiciais.
Por meio desse documento, uma pessoa pode conceder poderes a um representante para atuar tanto em processos judiciais quanto em questões administrativas e negociações realizadas fora do Judiciário.
Ainda, esse tipo de procuração oferece maior flexibilidade ao procurador, permitindo que ele represente os interesses do outorgante perante tribunais, órgãos públicos, empresas privadas e outras instituições. Por isso, é amplamente adotada por advogados e clientes que buscam praticidade na condução de demandas jurídicas.
Além de facilitar a representação legal, o documento pode incluir poderes específicos para celebrar acordos, receber valores, assinar documentos e praticar diversos atos relacionados ao objeto do mandato. Entretanto, sua elaboração exige atenção para que os poderes concedidos estejam claramente definidos.
Neste artigo, você verá um modelo atualizado, entenderá o significado da cláusula “et extra”, conhecerá as diferenças em relação à procuração ad judicia e descobrirá em quais situações esse instrumento costuma ser utilizado.
Modelo de procuração ad judicia et extra
OUTORGANTE: [Nome completo], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliado(a) à [endereço completo].
OUTORGADO: [Nome completo], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], inscrito(a) no RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliado(a) à [endereço completo].
Pelo presente instrumento particular de mandato, o OUTORGANTE nomeia e constitui como seu bastante procurador o OUTORGADO, conferindo-lhe amplos poderes para o foro em geral, com cláusula ad judicia et extra, nos termos da legislação vigente, para promover, acompanhar e defender interesses em processos judiciais e procedimentos administrativos, podendo praticar todos os atos necessários ao fiel cumprimento deste mandato.
Concede ainda poderes para ajuizar ações, apresentar defesas, interpor recursos, requerer medidas judiciais e administrativas, receber citações e intimações, firmar compromissos, transigir, celebrar acordos, desistir, renunciar a direitos sobre os quais se funda a ação, reconhecer a procedência do pedido, substabelecer com ou sem reserva de poderes, receber valores, dar quitação, levantar depósitos judiciais, representar o outorgante perante repartições públicas federais, estaduais e municipais, autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, cartórios, instituições financeiras, pessoas físicas e jurídicas de direito público ou privado.
O presente mandato é outorgado para a finalidade específica de [descrever a finalidade do mandato], como, por exemplo, propor ação judicial, atuar em procedimento administrativo ou representar o outorgante perante determinado órgão ou instituição.
O OUTORGADO poderá praticar todos os demais atos necessários ao cumprimento deste mandato, dando tudo por bom, firme e valioso.
[Cidade], [dia] de [mês] de [ano].
NOME COMPLETO DO OUTORGANTE
CPF nº [número]
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O que é procuração ad judicia et extra?
A procuração ad judicia et extra é um instrumento de mandato que autoriza uma pessoa a representar outra tanto em atos judiciais quanto em atividades extrajudiciais.
Por meio desse documento, o outorgante concede poderes ao procurador para atuar em processos perante o Poder Judiciário e também em procedimentos administrativos, negociações, assinaturas de documentos e outras situações previstas no mandato.
A expressão tem origem no latim e combina dois conceitos importantes. Enquanto “ad judicia” se refere à atuação perante órgãos judiciais, “et extra” amplia essa autorização para atividades realizadas fora do processo judicial. Dessa forma, o procurador passa a ter uma representação mais abrangente, desde que respeitados os limites estabelecidos na procuração.
Na advocacia, esse instrumento é amplamente utilizado porque permite que o advogado pratique diversos atos em nome do cliente sem a necessidade de novas autorizações para cada procedimento. Isso proporciona mais agilidade, segurança jurídica e eficiência na condução das demandas.
O que significa a cláusula “et extra” em uma procuração?
A cláusula “et extra” significa que o procurador poderá atuar também fora do âmbito judicial. Em outras palavras, ela amplia os poderes concedidos para além dos atos processuais praticados perante juízes e tribunais.
Sem essa cláusula, a procuração normalmente se restringe à representação em processos judiciais. Com sua inclusão, o representante passa a poder atuar perante repartições públicas, cartórios, instituições financeiras, empresas privadas e outros órgãos relacionados ao interesse do outorgante.
Dessa forma, a cláusula “et extra” é especialmente útil quando a resolução de uma demanda exige providências administrativas paralelas ao processo judicial. Assim, o procurador consegue realizar diversos atos necessários sem depender da presença constante do representado.
Qual a diferença entre procuração ad judicia e ad judicia et extra?
A diferença está na abrangência dos poderes concedidos ao procurador. A procuração ad judicia autoriza apenas a prática de atos relacionados ao processo judicial, enquanto a ad judicia et extra permite atuação tanto na esfera judicial quanto na extrajudicial.
Com uma procuração ad judicia, o representante pode protocolar petições, apresentar defesas, participar de audiências e interpor recursos.
Já na modalidade ad judicia et extra, além dessas atribuições, ele também pode realizar procedimentos administrativos, negociar acordos, representar o outorgante perante órgãos públicos e praticar outros atos previstos no instrumento de mandato.
Por oferecer maior amplitude de atuação, a procuração ad judicia et extra costuma ser a opção mais utilizada por advogados e escritórios jurídicos, especialmente em casos que exigem medidas simultâneas dentro e fora do Poder Judiciário.
Como fazer uma procuração ad judicia et extra?
Para fazer uma procuração ad judicia et extra, é necessário identificar corretamente as partes envolvidas, descrever os poderes concedidos, definir a finalidade do mandato e formalizar o documento com a assinatura do outorgante.
Embora não exista um modelo único obrigatório, alguns elementos são indispensáveis para garantir a validade e a eficácia da procuração.
A elaboração desse instrumento exige atenção aos detalhes, especialmente quando o procurador precisará praticar atos que dependem de autorização expressa. Além disso, quanto mais clara for a redação do documento, menores serão as chances de questionamentos futuros sobre a extensão dos poderes concedidos.
A seguir, veja os principais elementos que devem constar em uma procuração ad judicia et extra.
Qualificação completa do outorgante e do outorgado
A qualificação completa das partes é um dos requisitos mais importantes da procuração. Ela permite identificar de forma precisa quem concede os poderes e quem será responsável por exercer a representação legal.
Por isso, o documento deve conter informações como nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, CPF, RG e endereço. Esses dados ajudam a evitar dúvidas sobre a identidade das pessoas envolvidas e aumentam a segurança jurídica do mandato.
Descrição dos poderes concedidos
A descrição dos poderes concedidos deve indicar de forma clara quais atos poderão ser praticados pelo procurador. Essa definição é fundamental para delimitar o alcance da representação e evitar interpretações divergentes.
Entre os poderes mais comuns estão a propositura de ações, apresentação de recursos, recebimento de intimações, assinatura de documentos e atuação perante órgãos públicos. Quanto mais objetiva for essa descrição, mais eficiente será a utilização da procuração.
Inclusão de poderes especiais quando necessários
A inclusão de poderes especiais é necessária quando o procurador precisará praticar atos que exigem autorização expressa do outorgante. Nesses casos, a simples concessão de poderes gerais pode não ser suficiente.
Atos como firmar acordos, transigir, desistir de ações, receber valores e dar quitação normalmente exigem previsão específica no documento. Por isso, é importante analisar previamente quais atividades poderão ser realizadas durante a execução do mandato.
Finalidade específica do mandato
A finalidade específica do mandato serve para indicar o objetivo da procuração e a situação para a qual ela está sendo concedida. Embora nem sempre seja obrigatória, essa informação ajuda a contextualizar a atuação do procurador.
Por exemplo, o documento pode ser emitido para acompanhar um processo judicial, representar o outorgante perante determinado órgão público ou conduzir uma negociação específica. Essa delimitação contribui para uma atuação mais segura e transparente.
Assinatura do outorgante
A assinatura do outorgante é o elemento que formaliza a concessão dos poderes e torna a procuração válida. Sem ela, o documento não produz efeitos jurídicos e não pode ser utilizado pelo procurador.
Dependendo da finalidade da procuração, também pode ser necessário reconhecer firma em cartório ou utilizar assinatura eletrônica com validade jurídica. Essas exigências variam conforme o procedimento e a instituição que receberá o documento.
Quando usar procuração ad judicia et extra?
A procuração ad judicia et extra deve ser utilizada quando uma pessoa precisa ser representada tanto em procedimentos judiciais quanto em atividades realizadas fora do Poder Judiciário.
Por reunir poderes para atuação em diferentes esferas, esse instrumento oferece mais praticidade e evita a necessidade de emitir múltiplas procurações para o mesmo assunto.
Na advocacia, seu uso é bastante frequente porque muitos casos exigem não apenas o acompanhamento de processos, mas também a realização de atos administrativos, negociações e contatos com órgãos públicos ou particulares. Dessa forma, o procurador consegue atuar de maneira mais ampla e eficiente.
A seguir, veja as principais situações em que esse tipo de procuração costuma ser utilizado.
Propositura e acompanhamento de ação judicial
A propositura e o acompanhamento de ações judiciais estão entre as finalidades mais comuns desse instrumento. Com a procuração, o advogado pode representar o cliente desde o ajuizamento da demanda até o encerramento do processo.
Isso inclui a elaboração de petições, participação em audiências, apresentação de recursos e recebimento de intimações. Como resultado, a condução do processo se torna mais ágil e organizada, sem a necessidade de autorizações constantes para cada ato processual.
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Atuação administrativa perante órgãos públicos
A atuação administrativa perante órgãos públicos é outra situação em que a procuração ad judicia et extra se mostra extremamente útil. Muitos procedimentos dependem da representação formal do interessado perante instituições governamentais.
O procurador pode atuar junto ao INSS, Receita Federal, cartórios, prefeituras, secretarias e outros órgãos administrativos. Isso facilita a obtenção de documentos, protocolos, requerimentos e demais providências relacionadas ao interesse do outorgante.
Negociação, acordo e representação extrajudicial
A negociação e a representação extrajudicial também justificam a utilização desse tipo de mandato. Em muitos casos, a solução de um conflito ocorre antes mesmo do ajuizamento de uma ação ou paralelamente ao processo judicial.
Nessas situações, o procurador pode participar de reuniões, apresentar propostas, negociar condições e formalizar acordos, desde que possua os poderes necessários. Essa flexibilidade contribui para soluções mais rápidas e menos burocráticas.
Recebimento de valores e quitação, quando autorizado
O recebimento de valores e a concessão de quitação podem ser realizados pelo procurador quando houver autorização expressa na procuração. Trata-se de um poder especial que deve constar de forma clara no documento.
Essa autorização é comum em levantamentos de alvarás judiciais, recebimento de indenizações, acordos e pagamentos decorrentes de processos ou procedimentos administrativos. Como envolve movimentação financeira, a redação desses poderes deve ser feita com atenção para evitar questionamentos futuros.

Conclusão
A procuração ad judicia et extra é um instrumento que oferece mais praticidade e segurança para a representação de interesses em diferentes situações jurídicas. Ao reunir poderes para atuação judicial e extrajudicial em um único documento, ela facilita a condução de processos e procedimentos administrativos.
Além disso, compreender a estrutura da procuração, os poderes que podem ser concedidos e os cuidados necessários na sua elaboração ajuda a evitar problemas futuros. Quanto mais clara e adequada for a redação do mandato, maior será a segurança para o outorgante e para o procurador.
Na rotina dos escritórios de advocacia, documentos como procurações, contratos, petições e substabelecimentos fazem parte do dia a dia e exigem organização constante. Afinal, controlar prazos, acompanhar processos e manter informações centralizadas é tão importante quanto elaborar documentos juridicamente corretos.
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Enquanto a procuração ad judicia et extra ajuda a delegar poderes com segurança, o software jurídico ajuda a organizar toda a operação do escritório.
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