Modelo agravo de instrumento busca e apreensão de veículo 

O modelo agravo de instrumento busca e apreensão de veículo é uma das ferramentas processuais mais utilizadas para contestar decisões liminares que determinam a retirada de automóveis financiados da posse do devedor. Em muitos casos, a medida é concedida rapidamente, exigindo uma atuação igualmente ágil da defesa.

Nas ações fundamentadas no Decreto-Lei nº 911/69, é comum que instituições financeiras busquem a retomada do bem após a alegação de inadimplência contratual. No entanto, nem sempre os requisitos legais para a concessão da medida estão devidamente preenchidos.

Por esse motivo, o agravo de instrumento surge como um importante mecanismo para levar a discussão ao Tribunal e buscar a reforma da decisão. Dependendo das circunstâncias, o recurso também pode ser utilizado para suspender os efeitos da liminar ou até mesmo obter a restituição do veículo apreendido.

Neste artigo, você entenderá quando o recurso é cabível, quais fundamentos costumam ser utilizados pelos tribunais, quais documentos devem acompanhá-lo e como elaborar a peça de forma estratégica.

Modelo agravo de instrumento busca e apreensão de veículo

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE [UF]

Processo nº: [Número do processo]

Agravante: [Nome do cliente]

Agravado: [Instituição financeira]

O AGRAVANTE, já devidamente qualificado nos autos da Ação de Busca e Apreensão em epígrafe, por intermédio de seu advogado infra-assinado, vem, com fundamento nos artigos 1.015 e seguintes do Código de Processo Civil, interpor o presente:

AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO

em face da decisão interlocutória que deferiu liminarmente a busca e apreensão do veículo objeto do contrato de financiamento firmado entre as partes, pelas razões a seguir expostas.

Informa que o Agravado poderá ser intimado no endereço constante da petição inicial.

Acompanham o presente recurso os documentos obrigatórios previstos no artigo 1.017 do Código de Processo Civil, bem como demais peças necessárias para a compreensão da controvérsia.

Termos em que,

Pede deferimento.

[Cidade], [Data].

[Nome do Advogado]

OAB/[UF]

RAZÕES DO AGRAVO DE INSTRUMENTO

Processo nº: [Número do processo]

Agravante: [Nome do cliente]

Agravado: [Instituição financeira]

EGRÉGIO TRIBUNAL,

I – DA TEMPESTIVIDADE

O presente recurso é tempestivo, tendo em vista que a intimação da decisão agravada ocorreu em [data], iniciando-se a contagem do prazo recursal previsto no artigo 1.003, §5º, do Código de Processo Civil.

Assim, a interposição ocorre dentro do prazo legal de 15 dias úteis, razão pela qual deve ser conhecido.

II – DA DECISÃO AGRAVADA

O Juízo de origem deferiu liminarmente o pedido formulado pela instituição financeira, determinando a busca e apreensão do veículo financiado, sob o fundamento de que estaria comprovada a mora contratual do Agravante.

Entretanto, a decisão merece reforma, pois não foram observados requisitos essenciais previstos no Decreto-Lei nº 911/69 e na jurisprudência consolidada dos tribunais superiores.

Além disso, a manutenção da medida poderá causar prejuízos graves e de difícil reparação ao Agravante.

III – DOS FATOS

O Agravante celebrou contrato de financiamento garantido por alienação fiduciária junto ao Agravado para aquisição do veículo [modelo], placa [XXX-0000].

Em razão de dificuldades financeiras temporárias, houve atraso no pagamento de determinadas parcelas do contrato.

Apesar disso, a instituição financeira ajuizou ação de busca e apreensão e obteve decisão liminar autorizando a retirada imediata do veículo da posse do Agravante.

Ocorre que existem questões relevantes que não foram devidamente analisadas pelo Juízo de origem, especialmente no que se refere à regular constituição da mora e à legalidade de determinados encargos contratuais.

Cumpre destacar que o veículo é utilizado pelo Agravante para fins profissionais e constitui instrumento indispensável para sua subsistência e manutenção da renda familiar.

IV – DO DIREITO

Ausência de comprovação válida da mora

A constituição da mora representa requisito indispensável para o ajuizamento da ação de busca e apreensão fundada em alienação fiduciária.

Nos termos da legislação aplicável e do entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça, cabe à instituição financeira demonstrar que o devedor foi regularmente notificado.

Entretanto, a documentação apresentada não comprova de forma inequívoca a efetiva constituição da mora, razão pela qual a medida liminar não poderia ter sido deferida.

A ausência desse requisito compromete a própria validade da ação e justifica a suspensão imediata dos efeitos da decisão agravada.

Necessidade de análise das cláusulas contratuais

O contrato firmado entre as partes contém disposições que demandam análise judicial mais aprofundada.

Entre os pontos controvertidos estão [juros remuneratórios excessivos, tarifas bancárias, cobrança de serviços acessórios, seguro prestamista ou outros encargos eventualmente questionados].

A jurisprudência reconhece que a existência de controvérsia relevante acerca da composição do débito pode justificar a revisão da medida liminar concedida.

Por essa razão, a apreensão do veículo antes da análise dessas questões pode gerar desequilíbrio processual e prejuízo irreversível ao consumidor.

Presença do perigo de dano

O perigo de dano encontra-se plenamente demonstrado.

O veículo objeto da demanda é utilizado pelo Agravante para o exercício de suas atividades profissionais, constituindo sua principal fonte de renda.

A manutenção da decisão agravada poderá inviabilizar o sustento próprio e de sua família, produzindo consequências que dificilmente poderão ser reparadas ao final do processo.

Além disso, eventual consolidação da propriedade e posterior alienação do bem poderá tornar ineficaz o resultado útil do recurso.

Requisitos para concessão do efeito suspensivo

O artigo 1.019, inciso I, do Código de Processo Civil autoriza a concessão de efeito suspensivo quando houver probabilidade de provimento do recurso e risco de dano grave ou de difícil reparação.

No presente caso, ambos os requisitos estão presentes.

A plausibilidade jurídica decorre das irregularidades apontadas quanto à constituição da mora e à própria legalidade da medida concedida.

Já o perigo de dano está demonstrado pela possibilidade de perda da posse do veículo e pelos prejuízos financeiros decorrentes da apreensão.

Dessa forma, mostra-se necessária a concessão imediata de efeito suspensivo para impedir a consolidação dos efeitos da decisão agravada.

V – DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer:

a) O recebimento e processamento do presente Agravo de Instrumento;

b) A concessão de efeito suspensivo para suspender imediatamente os efeitos da decisão agravada;

c) Caso o veículo já tenha sido apreendido, seja determinada sua imediata restituição ao Agravante até o julgamento definitivo do recurso;

d) A intimação do Agravado para apresentação de contrarrazões;

e) Ao final, o provimento do recurso para reformar integralmente a decisão agravada, revogando a liminar de busca e apreensão;

f) A condenação do Agravado ao pagamento das verbas sucumbenciais, na forma da lei.

Termos em que,

Pede deferimento.

[Cidade], [Data].

[Nome do Advogado]

OAB/[UF]

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Qual recurso cabível contra busca e apreensão?

O recurso cabível contra uma decisão que determina a busca e apreensão de veículo é, em regra, o agravo de instrumento. Isso ocorre porque a medida normalmente é concedida por decisão interlocutória, ou seja, uma decisão proferida durante o andamento do processo e antes da sentença final.

Nas ações de busca e apreensão fundamentadas em alienação fiduciária, o juiz pode deferir liminarmente a retirada do veículo da posse do devedor. Como essa decisão produz efeitos imediatos e pode causar prejuízos relevantes, o ordenamento jurídico permite sua impugnação por meio do agravo de instrumento, conforme os artigos 1.015 e seguintes do Código de Processo Civil.

Além de questionar a legalidade da decisão, o recurso também possibilita ao recorrente solicitar a concessão de efeito suspensivo. Se deferido pelo Tribunal, esse pedido pode impedir o cumprimento da ordem de apreensão ou até determinar a devolução do veículo até o julgamento definitivo do recurso.

O agravo de instrumento é amplamente utilizado para discutir questões como ausência de comprovação válida da mora, irregularidades na notificação extrajudicial, cobranças abusivas no contrato de financiamento e outras circunstâncias que possam comprometer a validade da medida concedida pelo juízo de primeiro grau.

Por esse motivo, a análise cuidadosa da decisão e da documentação apresentada pela instituição financeira é fundamental para verificar a viabilidade do recurso e aumentar as chances de reforma da decisão pelo Tribunal.

Quando usar agravo de instrumento em busca e apreensão de veículo?

O agravo de instrumento deve ser utilizado quando uma decisão interlocutória em ação de busca e apreensão causar prejuízo imediato ao devedor ou apresentar indícios de ilegalidade, exigindo a revisão urgente pelo Tribunal. 

Esse recurso é especialmente importante porque a apreensão do veículo pode ocorrer rapidamente, gerando impactos financeiros e profissionais significativos para o proprietário.

Em ações fundamentadas em alienação fiduciária, diversas situações podem justificar a interposição do recurso. 

Entre as mais comuns estão o deferimento da liminar de busca e apreensão, falhas na comprovação da mora, discussões sobre cláusulas abusivas e a existência de risco de dano grave decorrente da perda da posse do veículo. A seguir, confira os principais casos.

Decisão que deferiu a busca e apreensão do veículo

A concessão da liminar de busca e apreensão é uma das principais hipóteses de cabimento do agravo de instrumento. Como a decisão produz efeitos imediatos, a defesa pode buscar sua revisão antes mesmo do julgamento final da ação.

Nesses casos, o recurso permite demonstrar que os requisitos exigidos pelo Decreto-Lei nº 911/69 não foram devidamente preenchidos. Também é possível questionar a fundamentação utilizada pelo magistrado e requerer a suspensão dos efeitos da decisão até o julgamento pelo Tribunal.

Ausência ou irregularidade na comprovação da mora

A comprovação da mora é requisito indispensável para o ajuizamento da ação de busca e apreensão. Sem a demonstração válida da inadimplência, a medida liminar pode ser considerada irregular.

Por essa razão, o agravo de instrumento é frequentemente utilizado quando existem falhas na notificação extrajudicial, erros no endereço utilizado ou dúvidas sobre a efetiva ciência do devedor. A análise dessas questões pode levar à reforma da decisão e até à revogação da liminar concedida.

Discussão sobre cláusulas abusivas no contrato

O recurso também pode ser utilizado quando houver indícios de abusividade contratual que impactem diretamente a dívida cobrada pela instituição financeira. Questões relacionadas a juros excessivos, tarifas indevidas ou cobranças irregulares são frequentemente discutidas nesses processos.

Quando há controvérsia relevante sobre a composição do débito, a defesa pode sustentar que a apreensão do veículo é precipitada. Isso porque o valor efetivamente devido ainda depende de análise judicial mais aprofundada.

Risco de dano com a apreensão ou alienação do bem

O agravo de instrumento é especialmente recomendado quando a apreensão do veículo pode gerar prejuízos graves ou de difícil reparação. Isso ocorre com frequência quando o automóvel é utilizado para trabalho, transporte familiar ou atividade empresarial.

Além da perda da posse, existe o risco de consolidação da propriedade em favor da instituição financeira e posterior venda do bem. Nessas situações, o pedido de efeito suspensivo torna-se fundamental para preservar a utilidade do processo e evitar danos irreversíveis ao devedor.

Qual é a nova regra para busca e apreensão de veículos?

A nova regra para busca e apreensão de veículos mantém a possibilidade de retomada do bem pelo credor fiduciário, mas exige o cumprimento dos requisitos previstos no Decreto-Lei nº 911/69, especialmente a comprovação da mora do devedor e a observância dos prazos legais aplicáveis. 

Embora o procedimento tenha sido simplificado ao longo dos anos para conferir maior efetividade à recuperação do crédito, a legislação e a jurisprudência continuam impondo limites para proteger os direitos do consumidor.

Além disso, diversas questões práticas influenciam diretamente o andamento dessas ações, como a natureza da alienação fiduciária, os prazos para regularização da dívida e os entendimentos mais recentes dos tribunais. 

Por isso, é importante compreender os principais aspectos que envolvem a busca e apreensão de veículos, conforme explicado nos tópicos a seguir.

Busca e apreensão em contrato com alienação fiduciária

A busca e apreensão de veículo é mais comum nos contratos garantidos por alienação fiduciária. Nesse modelo, o comprador permanece na posse direta do automóvel, enquanto a propriedade resolúvel permanece em nome da instituição financeira até a quitação integral da dívida.

Quando ocorrer inadimplência, o credor pode ajuizar ação de busca e apreensão para retomar o bem. Contudo, a medida somente pode ser concedida após a demonstração da mora do devedor, requisito que continua sendo indispensável para a validade do procedimento.

Consolidação da propriedade e prazo para pagamento da dívida

Após o cumprimento da liminar de busca e apreensão, o devedor possui prazo legal para quitar a integralidade da dívida indicada pelo credor e recuperar o veículo. O pagamento deve observar os critérios estabelecidos pelo Decreto-Lei nº 911/69 e pela documentação apresentada na ação.

Caso a regularização não ocorra dentro do prazo legal, a propriedade do bem é consolidada em favor da instituição financeira. A partir desse momento, o credor poderá promover a venda do veículo para satisfação do débito, respeitando as exigências legais aplicáveis.

Necessidade de atenção à legislação e à jurisprudência atualizada

A legislação que regula a alienação fiduciária sofreu alterações ao longo dos anos, enquanto os tribunais vêm consolidando entendimentos importantes sobre temas como constituição da mora, notificação extrajudicial e direitos do consumidor.

Por essa razão, a elaboração da defesa e de recursos exige atenção não apenas ao texto legal, mas também às decisões mais recentes dos tribunais. Uma análise atualizada pode identificar nulidades, abusividades contratuais ou irregularidades processuais capazes de influenciar diretamente o resultado da demanda.

Como fazer um agravo de instrumento passo a passo?

Para fazer um agravo de instrumento passo a passo, é necessário identificar a decisão recorrida, reunir os documentos obrigatórios, elaborar a fundamentação jurídica do recurso e formular os pedidos ao Tribunal competente

Embora a estrutura do agravo siga regras previstas no Código de Processo Civil, a qualidade da argumentação e da documentação apresentada pode influenciar diretamente no resultado do julgamento.

Além dos requisitos formais, o advogado deve demonstrar de forma clara os motivos pelos quais a decisão merece reforma. Para facilitar a elaboração da peça, confira os principais elementos que devem compor o recurso.

Endereçamento ao tribunal competente

O agravo de instrumento deve ser dirigido diretamente ao Tribunal responsável pelo julgamento do recurso. O endereçamento correto é fundamental para evitar problemas processuais e garantir o regular processamento da peça.

Em regra, o recurso é direcionado ao Presidente ou ao órgão competente do Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal correspondente. Também é importante indicar corretamente os dados das partes e o número do processo de origem.

Identificação da decisão agravada e do processo de origem

O recurso deve indicar de forma precisa qual decisão está sendo impugnada. Essa identificação permite que o relator compreenda rapidamente o objeto da controvérsia e os limites da análise recursal.

Além da decisão agravada, é necessário informar o número do processo principal, o juízo de origem e os dados das partes envolvidas. Quanto mais clara for essa identificação, maior será a facilidade de análise pelo Tribunal.

Exposição dos fatos e da urgência recursal

A narrativa dos fatos deve apresentar de forma objetiva o histórico da demanda e os acontecimentos que levaram à interposição do recurso. O objetivo é contextualizar o Tribunal sobre a situação discutida no processo.

Também é importante demonstrar a urgência da medida, especialmente quando a decisão produz efeitos imediatos. Nas ações de busca e apreensão, por exemplo, a retirada do veículo da posse do devedor costuma justificar a necessidade de análise prioritária do recurso.

Fundamentação jurídica para reforma da decisão

A fundamentação jurídica representa uma das partes mais importantes do agravo de instrumento. É nesse momento que o recorrente demonstra os erros da decisão e apresenta os argumentos que justificam sua reforma.

Dependendo do caso, podem ser discutidas questões como ausência de comprovação da mora, irregularidades na notificação extrajudicial, abusividade contratual ou descumprimento dos requisitos legais para a concessão da medida.

Pedido de efeito suspensivo e restituição do veículo

Quando houver risco de dano grave ou de difícil reparação, o agravante pode requerer a concessão de efeito suspensivo. Esse pedido busca impedir que os efeitos da decisão continuem produzindo consequências até o julgamento definitivo do recurso.

Nas ações de busca e apreensão, também é comum requerer a restituição do veículo caso a apreensão já tenha sido realizada. A concessão dessa medida depende da demonstração da probabilidade de provimento do recurso e da urgência da situação.

Documentos obrigatórios e peças relevantes

O agravo de instrumento deve ser instruído com os documentos exigidos pelo artigo 1.017 do Código de Processo Civil. A ausência dessas peças pode comprometer o conhecimento do recurso pelo Tribunal.

Além dos documentos obrigatórios, é recomendável anexar todos os elementos capazes de demonstrar os fatos alegados. Contratos, notificações, comprovantes de pagamento e documentos do veículo costumam ter papel importante na análise do recurso.

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Quais documentos devem instruir o agravo de instrumento?

O agravo de instrumento deve ser instruído com a decisão agravada, a certidão de intimação, a procuração das partes e todos os documentos necessários para demonstrar os fatos alegados e permitir a análise do recurso pelo Tribunal. 

A correta formação do instrumento é essencial para evitar o não conhecimento do recurso e aumentar as chances de êxito na discussão.

Além dos documentos obrigatórios previstos no artigo 1.017 do Código de Processo Civil, é recomendável anexar todas as peças relevantes para comprovar a tese defendida. Nos recursos relacionados à busca e apreensão de veículo, alguns documentos costumam ser indispensáveis. A seguir, confira os principais. 

Decisão agravada e certidão de intimação

A decisão agravada é o principal documento do recurso, pois permite ao Tribunal identificar exatamente qual ato judicial está sendo questionado. Sem ela, não é possível analisar os fundamentos utilizados pelo magistrado de primeiro grau.

A certidão de intimação ou outro documento equivalente também deve acompanhar o recurso. Sua função é comprovar a tempestividade da interposição, demonstrando que o agravo foi apresentado dentro do prazo legal previsto pelo Código de Processo Civil.

Procuração e documentos das partes

A procuração comprova a regular representação processual das partes e deve integrar obrigatoriamente o instrumento. Quando houver substabelecimento, esse documento também deve ser anexado para demonstrar a legitimidade da atuação do advogado.

Além disso, é recomendável incluir documentos de identificação das partes quando forem relevantes para a compreensão da controvérsia. Esses elementos ajudam a individualizar corretamente os envolvidos e evitam questionamentos processuais desnecessários.

Contrato de financiamento ou cédula de crédito bancário

O contrato de financiamento é um dos documentos mais importantes em recursos relacionados à busca e apreensão. É nele que estão previstas as condições da alienação fiduciária, os encargos cobrados e as obrigações assumidas pelas partes.

Quando a discussão envolver cláusulas abusivas, cálculo do débito ou interpretação contratual, a apresentação integral do contrato se torna ainda mais relevante. Em algumas situações, também pode ser necessário anexar a cédula de crédito bancário vinculada à operação.

Notificação de mora e comprovantes de envio

A comprovação da mora é requisito essencial para o ajuizamento da ação de busca e apreensão. Por esse motivo, a notificação extrajudicial e seus comprovantes de envio costumam ser documentos centrais na análise do recurso.

Caso existam falhas na notificação, divergências de endereço ou ausência de comprovação da entrega, esses elementos podem servir como fundamento para a reforma da decisão agravada. Por isso, toda a documentação relacionada à constituição da mora deve ser cuidadosamente analisada e anexada ao recurso.

Comprovantes de pagamento e documentos do veículo

Comprovantes de parcelas quitadas podem ser úteis para demonstrar divergências no cálculo da dívida ou para contestar o valor apresentado pela instituição financeira. Esses documentos ajudam o Tribunal a compreender melhor a situação financeira discutida no processo.

Também é recomendável anexar documentos do veículo, como Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), comprovantes de propriedade e outros registros pertinentes. Essas informações contribuem para a identificação do bem e para a análise completa da controvérsia.

Conclusão

O agravo de instrumento é um recurso fundamental para questionar decisões de busca e apreensão de veículo que possam apresentar irregularidades ou causar prejuízos imediatos ao devedor. Quando utilizado de forma estratégica, ele permite levar a discussão ao Tribunal e buscar a revisão de medidas que impactam diretamente a posse do bem.

Ao longo deste artigo, vimos quando o recurso é cabível, quais fundamentos podem justificar sua interposição, quais documentos devem acompanhá-lo e como estruturar corretamente a peça processual. A análise cuidadosa dos fatos, da documentação e da jurisprudência atualizada é indispensável para aumentar as chances de sucesso no recurso.

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